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A Igreja no Limiar da Grande Tribulação

A expectativa do breve estabelecimento do Reino do Messias era evidente entre os apóstolos e discípulos de Jesus, assim como era clara a convicção de que o dia do juízo de Deus havia chegado para os irmãos de Tessalônica. Diante disso, Jesus alertou aos apóstolos que eles e a Igreja deveriam viver o presente tempo pregando o Evangelho e deixar para Deus o estabelecimento do Seu Reino, assim como Paulo esclareceu aos tessalonicenses que o Dia do Senhor ainda não havia chegado, acrescentando que a Igreja não deveria temer tal Dia tendo em vista que Deus a pouparia daquele evento – contudo, enquanto o Dia do Senhor não viesse, a Igreja deveria focar na proclamação do Evangelho e no piedoso viver cristão.

Ambos os acontecimentos beiram os dois mil anos, ao longo dos quais, a Igreja tem experimentado tribulações ora prolongadas, ora abreviadas, sobrevivendo miraculosamente a todas elas, conforme as promessas de Deus (At 1; 1 Ts; Mt 16).

Contudo, creio que a Igreja contemporânea teria algumas razões a mais para deduzir a iminência da Grande Tribulação devido alguns eventos não registrados nos primórdios nem ao longo da história da Igreja, alguns dos quais pontuo aqui: o primeiro e mais importante evento: o epílogo do segundo milênio desde o início da Igreja, que agora marca o fim do sexto milênio (contados desde a criação), o qual, precederá o Reino de Cristo, que será precisamente o sétimo e último milênio da história humana terrena. O segundo evento diz respeito ao alcance do Evangelho que evidentemente já chegou a todas as nações da Terra e, segundo creio, testemunha um aumento em sua rejeição em nível mundial, acompanhado pelo claro aumento da apostasia cristã, especialmente na Europa, mas também visível em todo continente americano, sendo este o terceiro evento que a Igreja ainda não experimentou em escala mundial. Destaco também um quarto evento que é a diminuição do amor cristão, notável nos inúmeros escândalos, na apatia ao bem-estar do próximo, seja relativo à sua salvação ou não, bem como ao engajamento de muitos cristãos em causas e agendas anticristãs como aborto, desprezo pelo casamento e militância humanista (Ap 19-20; Mt 24; 1 Tm 4; 2 Ts 2; Jd).

A última evidência do limiar da Grande Tribulação, segundo creio, diz respeito à recente eleição brasileira que evidenciou duas propostas antagônicas e abertamente declaradas pelos principais candidatos, das quais prevaleceu uma ideologia essencialmente oposta aos valores morais, familiares e éticos da fé judaico-cristã. Tal resultado, a meu ver, tem o potencial real de conduzir o Brasil sob a poderosa influência do Partido Comunista Chinês, operador de uma tecnologia de controle econômico mundial e individual que poderia beneficiar-se dos recursos alimentícios produzidos pela nação brasileira que atualmente provê comida para um terço do planeta. Todo esse poder, caso seja disponibilizado, ao país simbolizado pelos ícones do dragão e da estrela vermelhos, insígnias notadamente ligadas a Satanás e ao seu império mundial antijudaico-cristão, adequa-se claramente ao descrito no Apocalipse 12 e 13, relativo ao poder mundial da Besta e da exigência da aceitação do seu número, nome ou marca como condição vital para o acesso à comida. Não há a possibilidade de se cogitar “coincidência” ao confrontar-se às profecias apocalípticas com os atuais acontecimentos mundiais e nacionais. Como cristão cremos na Soberania absoluta de Jesus e Seu controle nos eventos determinados sobre toda a criação e sobre todas as suas instâncias, sejam terrenas, celestiais, macro ou micros, pessoais ou nacionais (Ap 5-6).

Como aplicação prática ao evidente limiar da Grande Tribulação, exorto, primeiramente ao leitor cristão que não se deixe influenciar pelo discurso, debate ou militância político-partidária, mas pelo contrário, dedique-se a buscar a graça e perseverança de Jesus Cristo para que, por causa do ódio ideológico, seja diminuído o seu amor a Deus e às pessoas amigas, ou inimigas, cristãs ou não cristãs. Não permita igualmente que sua fidelidade, respeito e gratidão a qualquer liderança política, ganhadora ou vencedora do atual pleito, seja maior que sua fidelidade, respeito e gratidão ao Senhor Jesus Cristo que prometeu e cumpriu a promessa de entregar a sua própria vida para dar-lhe vida eterna com Ele. Que o Espírito de Deus nos dê discernimento em tudo a fim de sermos encontrados fiéis ao toque da trombeta do arrebatamento da Igreja que pode sim, como aqui relato, antever o limiar da Grande Tribulação, para o qual será poupada segundo a promessa de Deus.

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