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A Pergunta do Filósofo

Conta-se que, quando Sócrates, o filósofo, voltava para Atenas, sempre perguntava:


– Onde estão as crianças?


– Por que perguntas pelas crianças?


– Porque o futuro de Atenas depende destas crianças!


Meditar nesta pergunta séria e solene – Onde estão as crianças? – dentro do contexto de uma igreja local e olhando para o ano que chega ao seu final, pode ser motivo de grande preocupação nos fazendo até estremecer, se porventura constatamos que:


Há falta de interesse, de cuidado, de amor, de compreensão, de dedicação e de compromisso dos pais para com os filhos; dos crentes adultos para com as crianças e adolescentes; dos professores da Bíblia para com a nova geração. Isso em parte determinará, infelizmente, o que acontecerá com o futuro da igreja.


Há falta de visão para evangelizar as crianças e conduzi-las a colocarem em Deus a sua confiança. Isso, sem dúvida, fará surgir uma geração infiel e rebelde, como muito bem alertou Asafe sobre o perigo dos filhos se tornarem uma “ geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus” (Salmo 78.8).


Há omissão no ensino da Palavra de Deus. A orientação clara do Senhor exige que o ensino da Sua Palavra não seja negligenciado, como também Asafe desafiou os pais e líderes de sua época: “O que ouvimos e aprendemos, o que os nossos pais nos contaram, não o encobriremos a seus filhos; contaremos à geração vindoura os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez” (Salmo 78.3, 4). Estão as crianças aprendendo sobre a excelência do Trino Deus, Santo e Bendito? Conhecem os Seus atributos? Estão elas aprendendo sobre o Seu poder e sobre os Seus milagres portentosos, tais como a Criação, a inspiração da Sua Palavra, a formação da nação de Israel, a encarnação do Verbo Eterno, a redenção que há em Cristo Jesus?


Onde estão as crianças?


Observando as crianças de maneira geral, podemos afirmar que muitas delas estão exatamente onde os adultos as têm deixado: vivendo como consumidoras desenfreadas, viciadas em internet, abandonadas à própria sorte e à influência daqueles que manipulam os meios de comunicação, a área de ensino e as atividades da sociedade em geral, com motivos daninhos, egoístas e até diabólicos. Vê-se por toda parte a influência nefasta do “príncipe deste mundo”, conduzindo crianças e adolescentes (e, obviamente, jovens, adultos e idosos) a um estilo de vida em que a verdade da Palavra de Deus fica completamente negligenciada, ignorada.


O futuro depende destas crianças!


Se alguém deseja trabalhar por um futuro melhor, precisa “arregaçar as mangas” e trabalhar diligentemente, na dependência do Espírito Santo de Deus, com as crianças que estão hoje ao seu redor. Amanhã será tarde demais. A recomendação da Palavra de Deus não admite dúvida: “Ensine a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele” (Provérbios 22.6).


O Eterno Deus, por meio de Moisés, deu uma instrução maravilhosa ao povo de Israel quando este iria, finalmente, entrar na Terra Prometida. Logo após ter relembrado ao povo os Dez Mandamentos, esta foi a ordem de Deus: “São estes os mandamentos, os estatutos e os juízos que o Senhor, seu Deus, ordenou que fossem ensinados a vocês, para que vocês os cumprissem na terra em que vão entrar e possuir, para que durante todos os dias da sua vida vocês, os seus filhos, e os filhos dos seus filhos temam o Senhor, seu Deus, e guardem todos os seus estatutos e mandamentos que eu lhes ordeno, e para que os seus dias sejam prolongados” (Deuteronômio 6.1, 2).


O futuro do povo de Israel – futuro de sucesso, de bênção e de vitória – dependeria de investirem em suas crianças: “Estas palavras que hoje lhe ordeno estarão no seu coração. Você as inculcará a seus filhos, e delas falará quando estiver sentado em sua casa, andando pelo caminho, ao deitar-se e ao levantar-se” (Deuteronômio 6.6, 7).


Como nós estamos iniciando este ano? Quanto aprendemos, durante o ano passado, a respeito do Senhor e de Sua Santa Palavra e quanto colocamos em prática? Estamos nós, adultos, jovens e crianças, crescendo “na graça e no conhecimento dos nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”? (2 Pedro 3.18).


Evidentemente, precisamos em primeiro lugar confessar, arrependidos, nossas faltas e negligências, como crentes, líderes e pais; e em seguida buscar o Senhor de todo coração, para entrarmos no próximo ano empenhados em conhecer mais o Senhor e a Sua Palavra, a fim de proclamarmos o amor e a salvação que Deus oferece a todos por meio de Seu Filho, Jesus, e ensinarmos que a vontade de Deus é a nossa santificação.


A partir de agora, diante das perguntas: “Onde estão as crianças? Onde estão os adolescentes, os jovens, os adultos e os idosos? ”, que a nossa resposta seja: “Estão salvos em Cristo Jesus! Estão crescendo em santidade! ”


Evangelizemos e discipulemos JÁ as crianças


Há muitas estratégias e ministérios que podem ser desenvolvidos a fim de que possamos responder que as crianças estão salvas em Cristo Jesus. Procure conhecê-los e colocá-los em prática, como por exemplo: momento devocional diário em família, clubes bíblicos semanais no lar envolvendo também crianças da vizinhança, participação efetiva nas atividades que são realizadas com as crianças na igreja local, ministração de lições bíblicas em escolas no bairro, distribuição de folhetos para crianças e inumeráveis outras possibilidades. Só assim haverá bom futuro, um futuro melhor para o tempo breve da existência humana aqui neste mundo, assim como um futuro bem-aventurado por toda a eternidade.


Aproveitemos este início de ano para programar novas maneiras de proclamar às crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz! Proclamemos o milagre da encarnação do Verbo Eterno – Aquele que recebeu o nome de Jesus, porque veio salvar os seus do pecado; Aquele que é chamado Emanuel, que significa DEUS CONOSCO!


Jesus está às portas. Maranata!


Onde estão as crianças?


O melhor lugar em que uma criança pode estar é nas mãos seguras do Bom Pastor.








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