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Cacoetes litúrgicos!

Cacoete significa: jeitão, costume, mania, hábito. Também tiques nervosos - frutos de disfunção de uma área cerebral atuante nos movimentos. Mas o meu assunto é sobre as “disfunções comportamentais”, algumas já em prática na liturgia batista. Defino-as como “cacoetes litúrgicos” - perigosos, pois trazem a perda da identidade denominacional - ecumenismo, turbulências e até divisões! Exemplificando:


Remeximento. Mãos abertas e braços erguidos, unidos ao gingado ritmado à direita e à esquerda - tiques neopentecostais. Há muitos irmãos que não entendem a posição batista. Nós não importamos práticas contrárias a nossa liturgia, pois não temos tal costume (I Co 11:16). Não batemos palmas, não gritamos e nem emitimos sons ininteligíveis. Temos cultos alegres, tocantes e solenes à louvação de Deus com decência e ordem. Não importamos liturgias. Seguimos a Ordem de Culto Neotestamentária (Ef. 5:18 a 21; Cl 3:16).


Cacoetes Gospel. É um tique emergente e crescente no arraial evangélico! Visível nos “grupos de louvor”. À frente, no chamado “momento de louvor”, alguém do grupo pega um microfone e passa um “sermãozinho” em voz “melosa e padronizada”. Em seguida, segue-se uma serie de corinhos repetitivos e pobres em música e letra. Se tal mania se proliferar, certamente será o fim de bons conjuntos e corais de repertórios abençoados!


No pacote do “tique gospel” vem o “misticismo neopentecostal insuflando seu veneno nas práticas batistas” - com orações clamando pelo derramamento do óleo divino e fogo do céu” sobre todos. Sobre tais tiques, o Pr. Júlio Sanches disse: “Óleo e fogo não combinam e terminam em incêndio descontrolado… Deus nunca derramou óleo sobre alguém e tampouco fogo. A não ser para consumir Sodoma e Gomorra e os profetas de Baal… A verdade que prevalece hoje é: agradar o ouvinte, mesmo que seja necessário se adaptar ao indivíduo, ainda que seja preciso sacrificar alguns princípios, sem exigência de mudança de vida...” (Recorte J. Batista).


E já que falei sobre oração, vai cá uma palavrinha àqueles irmãos chamados a orar em público: não façam orações longas. Considere o tempo lembrando do ensino de Jesus: Entra no teu quarto e ora, derrama o coração sem preocupação de tempo (Mt 6:6). Todavia, em público, sejam poucas as tuas palavras (Ec 5.2)! Daí Spurgeon afirmar: “No meio de uma grande multidão, como no túmulo de Lázaro e na multiplicação dos pães, a oração de Jesus foi curta. Quando Ele estava sozinho com Seu Pai – no jardim ou na montanha – Jesus orou a noite inteira”.


Tiques da Defraudação. Em muitos arraiais já não há mais diferença na roupa de quem é crente e quem não é! Além da falta de temor a Deus, acontece o pecado da Defraudação, ouseja, “privar dolosamente”; “prejudicar” ou “contrariar iludindo”. No seu livro Provérbios: Sabedoria Antiga Para Tempos Modernos, o Pr. Rômulo Ribeiro afirma: “mulher estranha e homem estranho é aquela pessoa que tenta nos conduzir por um caminho que não é o caminho de Deus”. É o feito da Defraudação! E o pior: dentro de igrejas provocando gente com “hormônios a flor da pele”! Imagine quantas “fantasias” nas cabecinhas de adolescentes, jovens e adultos no “lado de dentro” !!!


Lamentavelmente na vida de alguns a moda pode mais do que Deus.É hora de quebrantamento. Um coração piedoso veste-se com traje honesto, pudor e modéstia” (1aTm 2:9). O avanço dos “cacoetes litúrgicos” têm facilitado o ecumenismo, moda sensual, perda de identidade e até divisão de igrejas.


O Pr. José Vieira Rocha, prefaciando o livro Ortodoxia Batista (Pr. Júlio O. Sanches), disse: “Sou batista, não por acaso mas por escolha; não por impulso humano mas por decisão divina. Batista na fé e ordem; batista na mente e no coração; batista por dentro e por fora; batista porque não me satisfaria ser qualquer outra coisa”. SELÁ.





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