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Cristo, nossa segurança e esperança

“Quem suporta o processo alcança o propósito.”

Vivemos momentos desafiadores e cheios de incertezas. As notícias nacionais e internacionais nos assustam e nos deixam perplexos. Temos consciência de que as consequências da queda do homem sempre foram desastrosas. A queda de Adão e Eva afetou toda a criação e jogou toda a raça humana no abismo do pecado. O pecado divide, desintegra, separa.

Hernandes Dias Lopes afirma que “o pecado provocou um abismo espiritual, pois separou o homem de Deus. Provocou um abismo social, pois separou o homem do seu próximo. Provocou um abismo psicológico, pois separou o homem de si mesmo e provocou um abismo ecológico, pois separou o homem da natureza, fazendo dele um depredador ou um adorador dessa mesma natureza.”

Porém, essa condição foi resolvida na cruz do Calvário e temos a promessa de II Coríntios 5:17-21 “E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura: as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.”

Um dos aspectos mais notáveis do nosso relacionamento com Jesus é que deixamos de ser definidos pelos nossos pecados. Pelo contrário, estamos cobertos com a sua justiça. Jesus levou os nossos pecados sobre si mesmo e, em troca, deu-nos a justificação. A nossa reconciliação com Deus custou-lhe um preço infinito, a morte do Seu próprio Filho. E é esta verdade que nos transforma quando escolhemos caminhar à luz do amor de Deus, seguros no conhecimento de que somos amados, perdoados, e justificados através do sacrifício de Jesus.

O homem está em guerra com Deus, mas Deus tomou a iniciativa da reconciliação quando Ele se fez carne e veio habitar entre nós, para que recebêssemos a Sua Justiça. Essa é a doutrina da substituição. Concordo com Hernandes Dias Lopes quando diz que “Cristo assumiu o nosso lugar como nosso representante e fiador. Ele pagou a nossa dívida, morreu em nosso lugar e abriu o caminho de volta ao Pai. Jesus não apenas pagou a nossa dívida, Ele nos tornou infinitamente ricos. A Justificação é mais do que perdão. No perdão, nossa dívida foi totalmente quitada; na justificação, além da dívida ser quitada, recebemos em nossa conta um depósito de valor infinito: A Justiça de Cristo!”

Isso é tremendo! Como posso eu, depois de receber tamanha dádiva, ainda voltar as costas a esse Deus e ceder às ciladas do seu maior inimigo? Como posso brincar com o pecado ou negligenciar a comunhão com Deus e Sua Palavra que me serve de prumo e proteção?

Hebreus 2:1,3 nos exorta nesses termos: “Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos. Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?...”

A imagem pintada em Hebreus 2:1 é a de um barco flutuando para longe do cais. Se um barco não está amarrado apropriadamente ao cais, ele ficará à deriva sujeito à corrente da água ou à força do vento, mesmo num ambiente calmo. O autor de Hebreus queria que o seu público permanecesse firme em sua fé. Ele os advertiu a não voltar aos velhos caminhos do Judaísmo, para um evangelho baseado em obras.

J. D. Pentecost afirma: “a revelação de Deus é o porto seguro de quem a recebe, e a exortação destina-se a evitar que os ouvintes, por descuido, fiquem à deriva e se afastem cada vez mais dela. Há pessoas que confiam na salvação que Cristo dá, mas têm dificuldades para crer que foram completamente perdoadas. No entanto, a completa satisfação de Deus Pai com a obra de Cristo mostra-nos que nada pode ser acrescentado ao que Ele já fez por nós. Deus considerou a obra de Cristo perfeita e completa. Quem somos nós, então, para pensar que poderíamos de alguma forma acrescentar o que quer que seja?”

Jesus é superior a todo o nosso esforço, todas as nossas tentativas de alcançar a Deus, e todas as nossas boas obras. Somente Jesus tem esse ministério superior. Do seu trono nos céus, ele reina com autoridade para levar a efeito a salvação operada sobre a terra. O termo usado para aliança no grego significa TESTAMENTO. Hernandes Lopes explica: “As condições de um testamento não se dão por igualdade das partes, mas de uma só pessoa, o testador; a outra parte não pode alterar o que foi estabelecido pelo testador. O testamento é feito por uma só pessoa. A outra parte só pode receber, mas não estabelecer condições. Essa é a razão pela qual nossa relação com Deus se descreve como diatheke, como um pacto entre partes, em que só uma parte é responsável. Nossa relação com Deus nos é oferecida por pura iniciativa e graça de Deus”.

Que segurança podemos ter da nossa salvação em Cristo!!! Ele nos deu novas promessas. Nós não precisamos mais viver com medo ou monitorando nossas ações. Não há um patamar que devamos alcançar. Jesus mudou tudo. Ele é o primeiro em todas as coisas, nos dando liberdade para depender Dele para tudo, desde a nossa salvação eterna até as nossas obras diárias. Ele é o nosso ministério superior.

Jesus foi enviado por Deus para “redimir um povo exclusivamente para Deus, zeloso de boas obras” (Tito 2.14). Ele foi enviado para ser nosso Redentor. Foi enviado para dar sua vida por suas ovelhas. Foi enviado para “comprar, com o seu sangue, aqueles que procedem de toda tribo, raça, povo, língua e nação” (Apocalipse 5.9).

Somos participantes de uma vocação celestial e fazemos parte da família de Deus. O nosso chamado não é apenas para uma jornada na terra, mas para uma caminhada rumo ao céu. Nosso chamado veio do céu, e nosso destino é o céu. Nossa vocação procede do céu, e nossa peregrinação é para o céu.

Fritz Laubach diz que “quem se subtrai à palavra de Deus, quem se rebela contra a vontade de Deus, quem transgrede propositadamente a ordem de Deus, é atingido pelo castigo justo de Deus, num tempo e numa proporção que estão reservados exclusivamente ao arbítrio de Deus. O julgamento de Deus não precisa suceder imediatamente à transgressão do ser humano, mas com certeza o atingirá.”

Isso é seríssimo amados! Eu temo só em pensar no perigo que as pessoas se colocam ao rejeitar a Cristo e escolherem viver deliberadamente no pecado.

Concordo com J. D. Pentecost quando diz que: “Cada um de nós que desfruta dos privilégios e bênçãos de conhecer a Cristo deveria entender que também há responsabilidades. Deixar de levá-las a sério não nos leva à perda da salvação, mas pode causar a perda de privilégios e bênçãos que de outra forma poderíamos apreciar.”

Se Deus estiver disciplinando você por meio de provações e dificuldades, lembre-se que Ele te ama muito mais do que qualquer pessoa jamais seria capaz, e sempre deseja o melhor para você. Sua disciplina sempre se destina a trazer você de volta à comunhão com Ele e à experiência de Suas bênçãos infinitas e incomparáveis.

Que esperança gloriosa amados! Viva hoje com essas verdades e seja um cristão vencedor! Do nosso lado temos o Supremo! O Soberano! Aquele que é superior aos anjos, a Moisés e a tudo o que possamos imaginar! Esse é o nosso Amado Salvador.

A esperança cristã não é uma esperança vaga, mas uma certeza absoluta (Romanos 5.5). Caminhamos neste mundo com os olhos fitos na recompensa. Aqui, enfrentamos tribulação e somos perseguidos. Aqui choramos, gememos e passamos por vales escuros, mas, a despeito das circunstâncias adversas, a jornada deve ser jubilosa e exultante, porque caminhamos para o céu, atendendo à nossa vocação celestial onde nosso Supremo Sumo Sacerdote nos espera.

Maranata! Vem Senhor Jesus!!!

Sulamita Silva

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BIBLIOGRAFIA

1. PENTECOST, J. Dwight. Hebreus

2. LOPES, Hernandes Dias. HEBREUS – A Superioridade de Cristo

3. LOPES, Hernandes Dias. EFÉSIOS – A Noiva Gloriosa de Cristo

4. LAUBACH, Fritz, Carta aos Hebreus


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