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Evangelicalismo dentro das igrejas

Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo coceira nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. (2 Timóteo 4:3-4)


Membros de igrejas hoje são confrontados com a (nova) filosofia do evangelicalismo por todos os lados, inclusive por meio de personalidades de programas cristãos de rádio e televisão nacionalmente conhecidas, por livrarias, blogs na internet e mídias sociais. Ser ignorante quanto à natureza insidiosa e generalizada do evangelicalismo é não estar preparado para identificá-lo e resisti-lo. Um grande número de cristãos sabe pouco ou nada sobre o evangelicalismo. Oséias 4:6 adverte, O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; …".

Um grande número de igrejas anteriormente "fundamentalistas" e conservadoras tem capitulado à essa filosofia evangélica nos últimos 20 anos. Infelizmente não lutamos como deveríamos contra esse movimento que vem crescendo desde a década de 1950. Precisamos conhecer e entender os princípios do evangelicalismo e os malefícios advindos desse movimento liderado por seminários de teologia liberal, pastores e teólogos liberais.

O evangelicalismo caracteriza-se pelo repúdio à separação, contrariando o mandamento de Deus quando ordena que seus filhos sejam “santos”, ou seja, separados. Ele também é caracterizado pelo amor ao positivismo, pelo repúdio aos aspectos (segundo eles) mais negativos do cristianismo bíblico, por uma filosofia de não julgamento, por uma aversão à controvérsia doutrinária, por exaltar o amor e a unidade acima da doutrina, por um desejo de respeitabilidade intelectual, por um orgulho da erudição, por uma atitude de antifundamentalismo bíblico, pela divisão da verdade bíblica em categorias de essenciais e não essenciais, por um clima geral de suavidade e tolerância, de um desejo de um cristianismo menos rigoroso e de um cansaço com a luta teológica. Muitos dos adeptos do evangelicalismo são apoiadores de práticas apóstatas, questionam a infalibilidade da Bíblia, promovem o ecumenismo, adotam costumes do mundo e toleram hereges nas igrejas.

O Dr. Charles Woodbridge, ex-professor do Fuller Teological Seminary e membro fundador da National Association of Evangelicals, certa vez disse: "O evangelicalismo é um compromisso teológico e moral do tipo mortal. É um ataque insidioso à Palavra de Deus ... O evangelicalismo defende a tolerância ao erro. Ele segue o caminho descendente da acomodação ao erro, da operação com erro, da contaminação pelo erro e da capitulação definitiva ao erro!" (Woodbridge, The New Evangelicalism, 1969, p. 15).

Os ouvidos da geração nas igrejas de hoje estão coçando por um novo tipo de cristianismo; esta geração deseja algo diferente da "velha" abordagem bíblica. É uma geração de "nós amamos Jesus, mas não queremos compromisso com a igreja". A realidade é que não é o Jesus da Bíblia que o povo ama; essa geração ama um Jesus de sua imaginação, é o Jesus legal, liberal, que não exige compromisso com Ele.

O pregador do Evangelicalismo por sua vez, está pronto e disposto a coçar os ouvidos com coisas como autoestima, crescimento da igreja via o pragmatismo e não via o poder do evangelho (Romanos 1:16). Ele está pronto a coçar os ouvidos com o rock "cristão", com a teologia do reino de Deus aqui e agora na Terra e não no reino milenar de Jesus, que retornará ao mundo após a Grande Tribulação. Ele está também pronto a coçar os ouvidos com o hedonismo cristão e a oração contemplativa. O evangelicalismo não é uma denominação ou um grupo. É um clima de compromisso. Ele tem uma atitude que revela um estado mental que não considera o juízo de Deus sobre os desobedientes. Ele rejeita o separatismo das coisas do mundo. Ele é o caminho para a apostasia, que crescerá nas igrejas antes que venha o Anticristo. Quando o evangelho é corrompido pela teologia liberal do evangelicalismo, entramos numa ladeira escorregadia, num caminho descendente. "Um pouco de fermento leveda toda a massa" (1 Coríntios 5:6; Gálatas 5:9).

Ao comprometermos a verdade através do evangelicalismo, começamos um deslize que não tem fim e que tem implicações terríveis para esta e a próxima geração. O estado geral de nossa geração retrata com exatidão a igreja de Laodiceia quando repreendida por Jesus (Apocalipse 3:14-19). Mas graças a Deus, que o SENHOR sempre manteve um remanescente de pessoas fieis à sã doutrina de Sua Palavra, e que verdadeiramente representa a Sua Igreja na Terra, aquela que um dia vai ser arrebatada para se encontrar com Ele nos ares, Igreja cuja as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Amém! Aleluias! Amém!

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*1 Peter Issar - Ministra aulas e faz seminários em Bibliologia; Curso de Apologética Cristã; Curso de Autoconfrontação Bíblica da Biblical Counseling Foundation – BCF, EUA, onde recebeu treinamento. Atua no Brasil com o Ministério “O Amor Verdadeiro”, oferecendo conteúdos extraídos das pregações do Dr. Adrian Rogers, pastor americano mundialmente conhecido. Esse ministério oferece em formas de livretos, devocionais diários e livros em português conteúdos voltados a problemas relacionados a estresse, preocupação, medo, ansiedade, depressão, problemas de relacionamentos interpessoal, conjugal e entre pais e filhos, amargura, ira, inveja, cobiça, ganância e tantos outros males que nos afetam em nossos dias. Contato: O Amor Verdadeiro - e-mail: oamorv@gmail.com ou peterissa@hotmail.com Tel.: +55 11 2263-0402.


*2 Ref. Bíblicas: “A Bíblia Sagrada” - Versão Almeida Corrigida, Fiel (ACF) - Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil (SBTB). Rua Júlio de Castilhos, 108 - Belenzinho - São Paulo, SP - 03059-001 - Tels: São Paulo: 11.2693-5663. Outros locais: 0800-12-4008 - www.biblias.com.br - Email: sbtb@biblias.com.br


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