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Jesus - o modelo perfeito

Jesus - o modelo perfeito do evangelista e da evangelização

(Parte 2)

 

“Ser cristão”, como o verbo destaca, diz respeito ao sentido de existência, remete ao caráter ímpar e de excelência concedido ao pecador arrependido que crê e é regenerado por Deus. Não diz respeito ao viver religioso comum, mas a uma relação pessoal com o próprio Deus que o destaca das demais pessoas. Ser cristão, portanto, é essencial para que a ordem de Jesus relativa à evangelização seja eficaz, honrando a Deus, agradando-O e sendo aprovada por Ele. Esta série de artigos trata acerca da necessidade de forcarmos nos “atos de Jesus” em seu relacionamento com os diversos tipos de pecadores que Ele encontrou, conviveu e evangelizou – perder tal foco é perder o rumo e a essência do real evangelismo (1 Tm 1.1-7).

 

Outra importante lição que aprendemos com o Senhor é que Ele não desperdiçava tempo debatendo com quem O desrespeitava, à procura de confusão. Jesus, sendo julgado no Sinédrio e diante de Herodes não respondeu diretamente à pergunta se Ele era o Cristo, pois sabia que sua audiência não se interessava pela verdade, querendo apenas ouvi-Lo para usar Suas palavras a Seu desfavor – Jesus, contudo, os alertou acerca do juízo que os aguardava – enquanto eles próprios criam que julgavam o Senhor! Ante ao arrogante e curioso rei Herodes, Jesus não disse uma única palavra. Ainda hoje há pessoas que desrespeitam o Senhor e, com tais pecadores o cristão deve, se houver oportunidade, alertar acerca do que os aguarda na eternidade, esperando que tal testemunho seja suficiente para gerar neles o devido temor. Se, contudo, a audiência é desrespeitosa, o cristão deve evitar desperdiçar tanto seu tempo quanto a preciosa Palavra de Deus com quem não interessa em ouvi-la, pelo menos naquele momento (Lc 22.67-71; 23.8-11; Mt 13.45; 7.6).

 

Pode acontecer de o cristão ao invés de encontrar-se ante uma audiência intolerante e polêmica, deparar-se com ouvintes interessados, apesar de questionadores acerca do que ouvem – questionando, contudo, em busca de sanar dúvidas e obterem maior esclarecimento. A mulher samaritana, por exemplo, quando quis desviar a conversa com Jesus para um de debate acerca de religião, o Senhor desqualificou tanto a religião da samaritana, quanto a religião judaica como um meio da salvação. Assim também o cristão deve evitar debates religiosos e declarar, se necessário, a inutilidade, inclusive de sua própria denominação como meio de salvação humana. De modo semelhante Jesus comportou-se com Nicodemos e vice-versa (Jo 3.1-4; 4.21; Lc 21.5,6; At 4.12; 17.19-34).

 

Ao evangelizar, o cristão deve focar na questão do pecado e da autoconfiança humana como seus maiores problemas e obstáculos para a salvação, enquanto, ao mesmo tempo, apresenta Jesus, Sua pessoa e obra como único meio para a salvação do miserável pecador. Com sabedoria, Jesus levou o rico desejoso de “comprar” sua salvação e convicto do mérito para ser salvo, a entender que, justamente sua riqueza e orgulho, eram obstáculos para sua salvação. Igualmente com amor e sabedoria, Jesus confrontou teólogos acerca da inutilidade da teologia (mesmo “ortodoxa”) para a salvação humana (Jo 3.1-16; Mc 12.18-27). Diante do governador que cria ter o poder de decidir acerca da vida ou morte de Jesus, o Mestre mostrou-lhe que era o contrário: o réu ferido diante dele, tinha mais poder que todo o império romano – Pilatos temeu ante o homem que, aos seus olhos, estava subjugado, indefeso e sem esperança (Jo 18.36,37; 19.10,11).

 

Considere o que leu aqui e procure entender que métodos e ações evangelísticas podem ser úteis, mas, antes de tudo, Jesus ordenou aos cristãos que sejam testemunhas Dele.

 

(62) 9331-0403

 

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