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Jesus – o modelo perfeito do evangelista e da evangelização

Parte 2


Neste artigo continuo a afirmar, baseado na Escritura, que um evangelista para ser de fato um evangelista cristão deve seguir o exemplo de Jesus Cristo. Tenho destacado algumas pregações do divino Mestre, seus relacionamentos pessoais e sociais, assim como os princípios essenciais que Ele nos legou.


Jesus evangelizou em eventos sociais diversos. O Mestre valeu-se de um incidente num casamento em Caná para evangelizar evidenciando seu poder regenerador e posteriormente esteve presente numa festa religiosa e não desperdiçou a ocasião de evangelizar destacando seu poder vivificante. O Messias foi ao funeral do seu amigo Lázaro para lá corroborar diante da elite religiosa e do povo comum o seu poder de ressuscitar os mortos. Jesus evangelizava enquanto andava com pessoas pelos campos e até mesmo quando era interrompido durante suas pregações. O Filho de Deus banqueteava onde era convidado, fosse na casa de religiosos ou de irreligiosos. Destaque especial para o valor que nosso Salvador dava às crianças e sua evangelização, recebendo-as, abençoando-as e abraçando-as (Lc 5.29; 11.37).


Esse aspecto do evangelismo social de Jesus tem sido muito negligenciado devido à dificuldade que muitos cristãos têm em conciliar sua fé com a participação em eventos sociais não ligados à igreja ao qual pertencem. Obviamente que há eventos sociais inconvenientes a cristãos, contudo, devemos cuidar para, como igreja, não monopolizarmos os eventos sociais impedindo que os cristãos estejam presentes em eventos sociais familiares, profissionais e etc, onde poderiam ter oportunidade de compartilhar a sua fé.


Jesus também utilizou eventos do seu contexto e momento histórico para anunciar o Evangelho da salvação. Jesus citou um acontecimento trágico para alertar seus evangelizados acerca da eminência do juízo final e ao orar no velório de Lázaro visava despertar a fé dos ouvintes em Si mesmo, como a fonte da vida eterna. Na ocasião em que deparou-se com o desejo distorcido de justiça e vingança dos judeus contra a mulher adúltera, o Senhor Jesus confrontou-os com seus pecados e culpas pessoais com o fim de despertar neles a hipocrisia oculta e disfarçada de justiça pessoal.


Falta-nos em diversas ocasiões, o senso e não poucas vezes, a coragem e a sabedoria, para nos valermos de eventos de repercussão nacional como “parábolas” de ensinos espirituais de consequências espirituais. Muitos cristãos envolvem-se em debates mundanos inúteis enquanto poderiam usar o momento para levantar um tema espiritual. As últimas eleições polarizadas brasileiras bem nos servem de lição acerca de como necessitamos de abandonar a nossa confiança no humano que beira a idolatria e confiarmos e dependermos de Deus e descansarmos em Sua soberania de abençoar seu povo escolhido em quaisquer lugares sob quaisquer governo (Jr 17.5-11; 29.4-14).


Uma lição importante que aprendemos com a evangelização de Jesus é que Ele não desperdiçava seu tempo com pessoas que queriam apenas discutir teologia ou divertir-se com sua presença. Infelizmente testemunhamos como muitos pastores e teólogos têm desperdiçado tempo e energia envolvendo-se com discussões especulativas e debates que, nas palavras do apóstolo Paulo “para nada aproveitam e são para perversão dos ouvintes. Necessitamos urgentemente meditar, aprender e imitar o modo evangelizador de Jesus Cristo.


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Continua na próxima edição









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