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Liberdade religiosa na Venezuela: Missionários esclarecem cenário atual

Em meio aos recentes acontecimentos políticos na Venezuela, tem circulado, inclusive em nosso meio, narrativas que afirmam não haver liberdade religiosa no país bolivariano. Diante dessas narrativas, e fazendo parte da obra missionária e servindo na presidência da Associação Missionária Internacional (AMI) apuramos os fatos com a finalidade de trazer esclarecimentos aos pastores, líderes e igrejas parceiras da obra missionária naquele país no qual estamos representados com missionários venezuelanos apoiados por igrejas do Brasil e também na Colômbia.

 

Pr. Yorman (Venezuelano na Colômbia);

Pr. Kevin (Venezuelano na Colômbia);

Pr. David (Venezuelano na Venezuela)


Já estive por três vezes na Venezuela e, através da missão, mantemos cooperação direta com missionários e pastores naquele país, promovendo o trabalho missionário, tanto através da AMI, como também de outras missões brasileiras. Assim, através de uma escuta criteriosa junto a pastores e missionários atuantes naquele país, organizei esta matéria. Ao todo, foram consultados onze pastores e missionários - nove venezuelanos e dois brasileiros - todos ligados ao meio batista fundamentalista e envolvidos diretamente com a obra missionária relacionada à Venezuela.

 

Pr. Fernando (Brasileiro na Venezuela);

Pr. John (Venezuelano na Venezuela;

Pr. José (Venezuelano na Venezuela)


O resultado foi unânime: segundo os líderes ouvidos, há plena liberdade para a pregação do

evangelho na República Bolivariana da Venezuela. Pastores e missionários relataram que exercem normalmente o ministério pastoral, realizam evangelismo público e pessoal, plantam novas igrejas e mantêm atividades em diversas frentes sociais. Entre as ações há trabalhos em hospitais, escolas, presídios e até a atuação em capelania militar e na polícia, sem impedimentos governamentais.

 

DADOS GERAIS

 

No campo denominacional, um levantamento aponta que, em 2023, a Convenção Batista Nacional da Venezuela (CBNV) reunia cerca de 725 igrejas afiliadas, com aproximadamente 45 mil membros. A obra batista no país teve início com missões estadunidenses em 1946, sendo oficialmente organizada em 1951. A CBNV mantém também o Seminário Teológico Batista da Venezuela, responsável pela formação de líderes e pastores. Além da convenção, existem igrejas batistas independentes, regulares e bíblicas, embora em pequeníssimo número e sem dados estatísticos oficiais consolidados.

 

RELIGIÕES

 

No panorama religioso mais amplo, dados divulgados em 2024 indicam que o catolicismo continua sendo a principal confissão religiosa da Venezuela, reunindo cerca de 72% da população. O protestantismo, somadas todas as denominações evangélicas, inclusive pentecostais, representa cerca de 8%. O país também abriga comunidades de muçulmanos, drusos, budistas, judeus, mórmons, Testemunhas de Jeová e grupos ligados a tradições religiosas sincréticas.

 

LEGALIDADE

 


Do ponto de vista legal, a Constituição venezuelana assegura a liberdade religiosa, desde que as práticas não violem a “moral ou a decência pública”. Há ainda uma lei constitucional, promulgada em 2017, que criminaliza a incitação ao ódio ou à violência, incluindo dispositivos específicos voltados à proteção de grupos religiosos.

 

As organizações religiosas podem se registrar oficialmente junto ao governo, por meio da Diretoria de Justiça e Religião, órgão vinculado ao Ministério do Interior, Justiça e Paz. Esse órgão é responsável pela concessão de personalidade jurídica (Equivale ao nosso CNPJ) às entidades religiosas, pela administração de registros, pelo repasse de fundos às organizações cadastradas e pela promoção da tolerância religiosa no país. O ensino religioso é permitido nas escolas públicas, embora não integre um currículo oficial estabelecido pelo governo.

 

Diante desse cenário, podemos afirmar que, apesar das instabilidades políticas e sociais que afetam a Venezuela nesse momento, motivo de nossas orações, o exercício da fé cristã e a proclamação do evangelho seguem acontecendo de forma aberta e organizada, segundo o testemunho desses missionários e pastores que vivem e servem no país.

 


Nosso esclarecimento busca trazer serenidade às igrejas brasileiras e incentivar a continuidade do apoio financeiro e espiritual à obra missionária venezuelana, com informação responsável e compromisso com a verdade. Para isso, a nossa agência missionária AMI está à disposição.

_____________________________

PR. CARLOS ALBERTO MORAES

PRESIDENTE DA AMI

CONTATO:

WHATSAPP: (16) 99192-1440

 

 

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