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No conflito com as forças do mal a oração é essencial!

Precisamos sempre ter claro entendimento que quando uma pessoa, seja anciã, adulta, jovem ou crianças, converte-se ao Senhor, ela é libertada do poder das trevas e transportada para o reino de Cristo, como está escrito em Colossenses 1.12,13: “Ele nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a remissão dos pecados”.


A tarefa da evangelização envolve um enfrentamento com as forças satânicas, que no caso das crianças, as odeia, atacando-as impiedosamente, por um lado, e por outro, cegando os olhos de muitos dos cristãos para a urgência desta tarefa e também atuando em seus corações para que sejam negligentes neste ministério. Poderia até acrescentar um outro fato que está cada vez mais notório, que é o da “adultização” das crianças. O fato é que, em nossos dias, precisamos iniciar bem cedo a obra da evangelização e discipulado das crianças. Os anos pré-escolares são muito estratégicos


Evangelizar crianças é estratégico e prioritário


Estatísticas demonstram que cerca de 80% dos atuais cristãos afirmam ter recebido a Cristo como seu Salvador pessoal antes de alcançarem a idade dos 15 anos. Isto, por si só, já deveria nos incomodar, porque em linhas gerais há pouco e quase nenhum empenho no alcance das crianças e dos adolescentes em sua primeira fase. Por que não investimos nesta faixa etária com mais empenho e sabedoria?


A missão de evangelizar e discipular meninos e meninas, sendo instrumentos nas mãos do Senhor para ganhá-los para Cristo exige visão, investimento, urgência, dedicação e incessante oração.


Em Efésios 6.10-20, há um ensino muito claro sobre a peleja espiritual que está em curso e o texto tem o propósito de nos instruir quanto a maneira de enfrentar esta guerra e alcançar a devida vitória. Há uma armadura, a armadura de Deus, que precisa ser tomada completamente, e que inclui seis peças bem distintas: 1. a verdade – como um cinturão 2. a justiça – como uma couraça 3. o evangelho da paz – como o calçado 4. a fé – como um escudo 5. a salvação – como um capacete 6. a palavra de Deus – como uma espada.


A oração é fundamental


No versículo 18, completando o parágrafo, o apóstolo Paulo recomenda: “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito…” A oração não é uma peça da armadura. É algo que precisa acompanhar cada peça desta Armadura de Deus e que demonstra que o cristão precisa estar na mais íntima comunhão com o Senhor. A não ser que haja esta intima comunhão com o Senhor, é impossível experimentar a força, o poder e a vitória.


Leiamos e meditemos no texto: “Orem em todo tempo no Espírito, com todo tipo de oração e súplica, e para isto vigiem com toda perseverança e súplica por todos os santos. E orem também por mim, para que, no abrir da minha boca, me seja dada a palavra, para com ousadia tornar conhecido o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias, para que, em Cristo, eu seja ousado para falar, como me cumpre fazer” (Efésios 6.18-20).


Precisamos de sabedoria e de ousadia para tornar conhecido o mistério do evangelho, de maneira especial para a nova geração. É tempo de, na dependência do Espírito Santo, avançarmos no território do inimigo e ganhar as crianças para Cristo.


A verdade, a justiça, o evangelho da paz, a fé, a salvação e a palavra de Deus, estas seis peças da Armadura, apontam para uma vida alicerçada na doutrina bíblica correta e isto é alicerce sólido para a vida cristã. Há necessidade cada vez maior de se firmar na doutrina; no entanto, se não houver uma atitude prática de viver em comunhão com o Senhor, demonstrada por uma vida de oração (toda oração e súplica), “orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”, esta Armadura de nada valerá.


É possível uma pessoa conhecer bem toda a teologia e não acreditar na oração? E não praticar a oração? E não perceber a necessidade de “orar em todo tempo no Espírito”? Infelizmente, sim!


A oração é a prova de uma atitude de dependência total do Senhor. Uma das marcas deixadas pelo Senhor Jesus, que é um real exemplo para que andemos nos seus passos (1 Pedro 2.21), é a sua atitude contínua de oração. “De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um de seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a orar” (Lucas 11.1). Os discípulos impressionaram-se com o fato de Jesus passar a noite inteira em oração, ou de levantar-se de madrugada para orar, ou de orar em todo o tempo.


Qual o lugar da oração em nossa vida e evangelização?


Que papel a oração desempenha em nossas vidas e até que ponto ela é essencial para nós? Quanto tempo passamos em oração? Dedicamo-nos à oração com prazer? Oramos a sós? Oramos em público? Oramos com palavras? Oramos no pensamento, no coração? Adoramos? Louvamos? Intercedemos? Agradecemos? Suplicamos? Oramos de pé? De joelhos? Em qualquer posição? Oramos no Espírito?


Não se trata de fazer uma oração com palavras bonitas e certas e nem de adotar uma certa postura e tom, mas de deixar que o Espírito Santo conduza a oração, criando-a dentro de nós e nos capacitando para elevá-la a Deus, “porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos” (Romanos 8:26,27).


O Espírito Santo dá vida à oração. Ele nos conduz a orar sem cessar, em todo tempo, com toda oração e súplica e vigiando, sem negligência, com todo empenho. Ele nos ensina a ser perseverantes, tendo em mente o propósito do Senhor Jesus ao contar a história do juiz iníquo: “Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer” (Lucas 18.1).


Sim, “a nossa luta não é contra a carne e o sangue e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”. É urgente cumprir a recomendação da Palavra de Deus: “Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder”. Só há uma forma de fazer isto: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” e “Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”.


Vamos orar pelas crianças da nossa família, igreja, vizinhança para que todas conheçam o Senhor e Salvador Jesus Cristo, e creiam nele! Vamos orar e envolver outros intercessores. Vamos, em ação e em oração, arrebatar as crianças das garras do inimigo.


Pr. Gilberto Celeti Missionário na APEC desde dezembro de 1973








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