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O coração da criança e o mito do "Desequilíbrio Químico"

No cenário atual da parentalidade, fomos condicionados a olhar para nossos filhos através de lentes puramente clínicas. Quando uma criança apresenta uma agitação persistente, uma dificuldade de foco ou uma explosão emocional, a resposta imediata do mundo moderno é rotular e medicar. Fomos convencidos pela narrativa do "desequilíbrio químico", uma teoria que, embora amplamente aceita, tem sido rigorosamente questionada por autoridades da psiquiatria crítica, como a Dra. Joanna Moncrieff.

 

Se aceitarmos que o comportamento do nosso filho é apenas um erro biológico, perdemos de vista a dignidade da sua alma e a soberania de Deus sobre a sua constituição.

 

A Bíblia não ignora as nossas limitações físicas, mas ela reivindica a primazia sobre o coração humano. Provérbios 4.23 nos adverte: "Acima de tudo o que deve ser guardado, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida". Se o diagnóstico médico foca no sintoma (a agitação), a Escritura foca na fonte (o coração).

 

Cientistas como o Dr. Bruce Perry têm demonstrado que o cérebro infantil é moldado por relações e ambientes. O que a ciência moderna chama de "autorregulação", a Bíblia chama de temperança ou domínio próprio (Gálatas 5.23). O que o mundo chama de "transtorno", muitas vezes é um grito do sistema nervoso por um ambiente de paz, ritmo e instrução consistente.

 

Ao analisarmos cada dificuldade de comportamento, como patológico corremos o risco de criar uma geração que não se sente responsável por suas ações, mas vítima de sua própria química cerebral. Joanna Moncrieff nos alerta que as drogas psiquiátricas muitas vezes apenas mascaram comportamentos, criando um estado mental alterado em vez de tratar a raiz do sofrimento ou da desordem.

 

A educação bíblica, por outro lado, trabalha na restauração da imagem e coração da criança. Aplicar a Bíblia na educação não é apenas citar versículos para punir; é criar um ecossistema de segurança e crescimento. É entender que a criança agitada precisa de pais que reflitam o caráter de Deus: "misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em fidelidade" (Êxodo 34.6).

 

A importância de aplicar a Escritura reside no fato de que ela oferece o único mapa seguro para a alma. Quando um pai domina a comunicação Bíblica, ele para de reagir à agitação do filho com mais agitação. Ele entende que a sua voz deve ser o instrumento de Deus para trazer ordem ao caos emocional da criança.

 

  • Estabelecer Ritmos: Pois servimos a um Deus de ordem, não de confusão.

 

  • Priorizar a Conexão: Pois Deus nos reconciliou consigo antes de nos dar Seus mandamentos.

 

  • Pastorear a Vontade: Treinando a criança a submeter seus impulsos à autoridade de Cristo, sabendo que o cérebro é plástico e pode ser moldado pela disciplina e pelo amor.

 

Conclusão

 

Não permita que um rótulo clínico substitua a identidade do seu filho em Cristo. Embora a medicina tenha seu lugar, ela jamais deve ter a última palavra sobre quem seu filho é ou o que ele pode se tornar. A esperança para a criança hiperativa não está guardada em um frasco de comprimidos, mas na restauração de um lar que vive sob o governo das Escrituras, onde o amor lança fora o medo e a verdade liberta o coração para ser governado por Deus.

 

Ana Carolina Oliveira

Neuropsicopedagoga & Educadora cristã

Ana e Pr. Marcos Vinícios são missionários no Rio grande do Sul.

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