top of page

O mundo sempre foi uma polarização de ideias!

Tudo começou no Jardim do Éden quando o Diabo, encarnado em uma serpente, expôs outra visão de mundo além da que Deus havia ensinado. Desde então, os homens precisaram escolher entre dois lados. Caim e Abel, os primeiros filhos de Adão e Eva, simbolizam a polarização entre Deus e o humanismo que, desde sempre, permeia todas as filosofias que guiam a raça humana como a ciência, a política e a religião. Daí surgem o controle social, o globalismo e a idolatria. Caim foi o primeiro humanista convencido que o homem é a solução de todos os problemas que ele mesmo causou. Abel foi o primeiro cristão cuja confiança estava no sacrifício do Cordeiro para a salvação de tudo que havia sido condenado e o primeiro a morrer por sua crença. A partir da primeira família, a polarização foi o meio que Deus escolheu para saber quem está do lado certo e quem está do lado errado. Portanto, polarizar é preciso ainda que sem violência, sem ataques e sempre respeitando o livre arbítrio dos seres humanos: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais...” (Js 24.15).


O mundo quase conseguiu formar uma coalizão de pensamentos, se não fosse pela resistência de um homem e de sua família de oito. Noé não ficou do lado da maioria, cujo pensamento era mau continuamente (Gn 6.5). Na verdade, ele formou uma pequena bolha ao lado de sua esposa, filhos e noras e sofreu perseguição por ser totalmente diferente das outras pessoas. O mundo pré-diluviano não era tolerante às diferenças e, por isso, Noé foi considerado um lunático que não compactuava com a violência e a prostituição que andavam soltas pela face da Terra. A raça humana foi literalmente salva pela polarização entre a família de Noé e o restante do mundo. Se essas oito pessoas tivessem cedido à pressão do grupo, o dilúvio teria exterminado todos os seres humanos, mas, graças às convicções de Noé, nós viemos através de seus três filhos: Sem, Cão e Jafé. A história se repete e, mais uma vez, o mundo persegue os opositores do pensamento único e defende a sociedade de um partido só: “Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima” (Lc 21.28).


Jesus e seus apóstolos não foram revolucionários políticos, mas longe de serem conformistas passivos. Seus ensinamentos transformaram as sociedades de então e estão segurando as sociedades de agora. Eles foram vítimas da polarização entre três filosofias de vida: o novo cristianismo, o velho sincretismo greco-romano e o zeloso legalismo judaico. Os inimigos, judeus ortodoxos e o Império Romano, se uniram contra os cristãos, mas a Igreja prevaleceu porque a plenitude dos gentios ainda estava em seus primórdios. A partir de agora, a tendência é a Igreja ficar cada vez mais enfraquecida, pois a sua era está chegando ao fim. Mas a lição que aprendemos é que, como luz do mundo e sal da terra, os filhos de Deus não podem se conformar com este mundo e precisam de coragem para pagar o preço da diferença. A Igreja não pode ficar calada diante do genocídio de crianças em formação no ventre de suas mães, na desconstrução do ser humano através da identidade de gêneros, na desconstrução da família tradicional através da erotização de nossos filhos em tenra idade, na violação da propriedade privada e na apologia aos crimes e aos criminosos. Polarização é um mal necessário! Não caiamos na onda da neutralidade e do pseudopacifismo. O nosso lado é o lado de Deus! Façamos as nossas escolhas através de princípios bíblicos. Nunca foi tão fácil decidir de que lado estamos no espectro político, religioso e científico. O mundo nunca esteve tão dividido entre o bem e o mal como nos dias de hoje. Porém, nunca sejamos seguidores de homens, mas seguidores de ideias que coadunam com a justiça divina. Os homens são meros instrumentos nas mãos de Deus ou do Diabo e sempre mudam de lado, mas a verdade é absoluta e sempre fica do lado de Deus.








Comments


bottom of page