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O poder da influência

Como uma pessoa pode exercer influência sobre a outra, fazendo com que ela siga as suas ideias e orientações?


Qual é o impacto que a televisão tem sobre as pessoas? Como ela influencia para o mal ou para o bem?


Quais os perigos de se viver com pessoas mentirosas, vaidosas e imorais?


Qual o impacto, as notícias de fatos violentos, causa na sociedade?


Veja o que diz a Bíblia: “O simples dá crédito a toda palavra, ele acredita em tudo que contam, mas o prudente atenta para os seus passos”. Pv 14.15


Você já viu gente assim? Qualquer vendedor convence o camarada para comprar? “Veja só! Você ganhou um prêmio, um certificado de um clube. Você se tornou sócio. Basta pagar uma taxa de manutenção”. Você lembra da história dos três porquinhos? Dois com miolos moles, um construiu a casinha de palha, o outro de pau. O lobo soprou e as duas caíram. Subestimaram o perigo do lobo.


Você tem algum um parente assim? Será que você é assim? É o tipo da pessoa a qual, os parentes, preocupados falam: “Cuidado, você não vê que essa situação é perigosa? Não se envolva com aquela pessoa. Puxa, mas porque você deixou que isso acontecesse?”


Alguns vivem num processo de emburrecimento, são simples demais, ingênuos, não possuem “filtros”, não possuem convicções fortes, vão se tornando teimosos, vão endurecendo o coração, seguem cometendo tolices e perdem a sensibilidade para avaliar os próprios erros. A consciência vai se acostumando, e acham que estão no caminho certo. Já não dão ouvidos à voz da razão. Tal pessoa vai se tornando não ensinável, isolada, provavelmente por que não sabe viver debaixo de autoridade. Ele se acha cheio de razão, fala sem parar, sua fala às vezes é inútil e perigosa. Traz vergonha para si e para sua família, especialmente para seus pais; cria situações desagradáveis e perigosas para todos que vivem em sua volta. Não tem interesse em melhorar.


Conta-se a história de uma velha e sábia raposa que estava para entrar em uma cova e havia numerosos rastros de suas companheiras que lhe diziam que uma multidão de raposas já havia entrado antes dela.


Achando-se justamente na entrada, ela parou, pensou, pois notou que todos os rastros iam na mesma direção. Todos mostravam que haviam entrado na cova, mas nenhum voltara. Depois de um momento de meditação, ela deu meia volta e foi embora.


Em nossos idas, há muitas cavernas, muitas opções que atraem a galera. Há pegadas apontando para dentro, há lugares de diversões, lugares de vício, mesmo em ambientes chiques que atraem jovens, garotos e garotas… Muitas estão a porta, começaram a descer pelo caminho da perdição. As pegadas apontam na mesma direção e poucos conseguem voltar. Se alguns poucos voltam, suas pegadas começam se apagar pelos apressados pés da grande multidão que se lança para a destruição certa.


A porta por onde você entra hoje, pode levá-lo para a cova do hábito, do vício, da escravidão. Pode ser o primeiro drink, o click errado, as idas ao barzinho, a aceitação do jeito de viver da galera…


Veja o que diz essa música[1]: O Sábio E O Tolo (André Buenno), Letra de Vanilda Bordieri


O Sábio constrói mas o tolo destrói

O sábio entende o tolo contende

O sábio apazigua qualquer confusão

O tolo insiste com a discussão

Quem é sábio é prospero em tudo que faz

Enquanto o tolo só anda pra trás

Enquanto o sábio constrói o seu lar

O tolo na areia tenta edificar

O sábio reserva o azeite também

O tolo só gasta o azeite que tem

Com sabedoria se resolve o problema

Se faz justiça pra quem precisar

Se queres ser sábio peça sabedoria que o senhor te dá


Cuidado com as más companhias e o seu poder de sedução, gente grosseira, altamente influenciadora. Há um ditado popular conhecido: “Dize-me com quem andas e te direi quem és?” O sábio em Provérbios já havia advertido: “Quem anda com os sábios será sábio, o companheiro do tolo será afligido” (13.20).


Você já parou para considerar o tipo de pessoa que produz as notícias? Quem são os educadores da sociedade? Quem são os produtores do cinema, dos programas da TV, das revistas e jornais? O poder da influência flui aos borbotões. É verdade que os fatos e as ideias, ora são fiéis e corretas, ora tendenciosas, preconceituosas, ambíguas e destorcidas. Facilmente absorvemos textos que passam por cabeças (a serviço das forças do mal) e chegam às nossas casas para nos manipular. Infelizmente, achamos que não temos opções e nos resignamos: “Ah! A vida é assim mesmo!


O aparecimento de um conselho, uma dica, valores jogados numa tarde de TV domingo, num jogo de futebol, numa entrevista, num capítulo de novela são capazes de fazer a cabeça de milhares de crianças, jovens e adultos.


Às vezes assistimos programas de entretenimento e não temos intenção de aprender, mas podemos ser manipulados, e aprendemos “sem querer querendo”, confundimos sexualidade com amor, família feliz com casa bonita, bem estar com beleza física, confundimos liberdade com falta de limites. Há pessoas em posições chaves na sociedade, nas faculdades, nas artes e na música que são “escarnecedoras”, conforme o livro de Provérbios, elas literalmente “zombam do pecado”. Fazem tudo que lhes dá na veneta. Eles não tem freios e se acham livres de qualquer tabu, de qualquer preconceito, de qualquer resíduo religioso. Passam por cima de qualquer lei…


É por isso que o Salmo 1 recomenda que se queremos ser bem aventurados, não devemos nos aproximar, sentar e sermos influenciados pela roda dos escarnecedores.


Como diminuir o poder dessa influência do mal sobre nós? Como tomar medidas deterministas para enfrentarmos esses perigos? A vida é para ser vivida “não como ela é”, mas da perspectiva de Deus, com habilidade, com boas decisões que se baseiam no temor do Senhor, esse é o princípio da sabedoria…


Precisamos exercer o discernimento, é necessário vivermos biblicamente motivados, biblicamente não conformados: “Não vos conformeis dom este século.”










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