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O que descobri só depois que me tornei pastor

Lembro-me claramente dos saudosos anos vividos no instituto bíblico, onde preparava-me com afinco para o exercício do ministério pastoral.


As aulas do instituto abriram-me um leque de conhecimento, o qual provavelmente nunca me seria revelado se tão somente frequentasse os cultos de domingo à noite.


Estudar escatologia, angelologia, hermenêutica, homilética, pneumologia, soteriologia, dentre tantas outras disciplinas, foi e continua sendo algo válido e significativo no meu ministério, no entanto, hoje percebo nitidamente uma falha estrutural na composição daquela grade curricular!


Infelizmente, não houve uma disciplina que me ensinasse a lidar eficazmente com as pessoas em seus mais variados traços de personalidade, temperamento e estágio de vida!


Há uma lista quase interminável de pessoas explosivas, amargas, depressivas, pródigas, suicidas, frias, enlutadas, falidas, auto comiseradas, ressentidas, inférteis, emotivas, ansiosas, divorciadas, viúvas, etc., que estão em busca de auxílio pastoral eficaz, mas temo que nossos institutos e seminários ainda não se deram conta desta carência iminente.


Ironicamente, nos meus dez anos de ministério, nunca alguém me procurou para discutir sobre o “sexo dos anjos” ou sobre a “teoria do intervalo” em Gênesis 1:1-2 (a qual discordo). Todas as consultas pastorais versaram sobre temas ou conflitos inter ou intrapessoais. Isto é, as pessoas procuram auxílio pastoral para tratarem os conflitos presentes em seus relacionamentos; seja com o próximo, com Deus, ou consigo mesmas!


Por isso, hoje compreendo que, por mais que o pastor viva, pregue e ensine a Palavra de Deus com excelência, que tenha visão missionária, boa administração e gestão financeira, se ele não souber lidar bem com pessoas em suas mais variadas formas de ser, ele nunca será um pastor que, de fato, sabe cuidar e pastorear o rebanho de Deus! E este “detalhe” descobri só depois que me tornei pastor!








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