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Porque precisamos falar sobre o TDAH?

Qualquer construto do comportamento das crianças deve ser formado com base em uma cosmovisão/sistema pressuposicional de moralidade. Simplesmente não se pode abordar a ideia de TDAH sem primeiro estabelecer uma perspectiva da humanidade (antropologia) e uma visão mais fundamental das origens humanas. A teoria psiquiátrica do TDAH existe a partir da necessidade de explicar, compreender e abordar problemas comportamentais que de outra forma ficariam fora da teoria evolucionista ou exporiam alegações espúrias dos teóricos.


Ana Carolina


Da maneira que um pai, conselheiro ou educador escolhe explicar o comportamento de uma criança, de que forma a criança é abordada, como o mau comportamento é procurado para ser remediado e as demarcações entre o comportamento normal e anormal, entre crianças normais e anormais, irão inevitavelmente refletir a cosmovisão e autoridade estabelecida de cada pessoa.

 

Todas as teorias seculares sobre o TDAH pressupõem a teoria da evolução e uma cosmovisão humanista. O proeminente teórico secular Russell Barkley admitiu que a crença na evolução, tipifica a base secular do TDAH e explica as abordagens dos 37 secularistas em relação aos problemas comportamentais.

 

À medida que a cosmovisão predominante começou a mudar na virada do século XX, de visões bíblicas alinhadas para perspectivas seculares mais distintas, seguiram-se teorias e protocolos evolucionista e na ideologia humanista. O humanismo é a cosmovisão ou sistema que percebe as pessoas, em vez de Deus, como o bem maior e determinador da moral, o libertador dos problemas humanos e a fonte da maior sabedoria do universo. Não existem marcadores cognitivos, metabólicos ou neurológicos específicos e nem exames médicos para TDAH.

 

Devido à incerteza sobre a definição, os estudos epidemiológicos produzem taxas de prevalência extremamente diferentes: de 0,5% a 26% das crianças. Apesar das tentativas de padronização de critérios, em estudos transculturais são aparentes diferenças importantes e significativas entre avaliadores de diferentes países na forma como avaliam os sintomas de TDAH, bem como grandes diferenças na forma como crianças de diferentes culturas são avaliadas quanto aos sintomas de TDAH.

 

Mais de 30 estudos de neuroimagem foram publicados; no entanto, os pesquisadores ainda não compararam crianças não medicadas com diagnóstico de TDAH com um grupo de controle de mesma idade. Os tamanhos das amostras nesses estudos foram pequenos e produziram uma variedade de resultados inconsistentes. Em nenhum estudo os cérebros foram considerados clinicamente anormais, nem é possível determinar se quaisquer diferenças observadas são causadas (em vez de serem as causas de) diferentes estilos de pensamento, ou são o resultado da medicação que as crianças tomaram.

 

O que obtemos é uma versão moderna da “ciência” há muito desacreditada da frenologia. Estudos genéticos mostram que o TDAH está associado ao sexo masculino (os meninos têm quatro a dez vezes mais probabilidade de obter esse diagnóstico na prática) e está associado à variação genética normalmente encontrada em características como a altura. A comorbidade é extremamente elevada, colocando em dúvida a especificidade do diagnóstico. Não existem tratamentos específicos para o TDAH, sendo conhecido o tratamento mais amplamente debatido (metilfenidato) por ter efeitos semelhantes em crianças normais...

 

O TDAH gerou enormes lucros para a indústria farmacêutica num contexto de pesquisa de baixa qualidade, preconceito de publicação e pagamentos a alguns dos principais acadêmicos nesta área. Assim, o dogma dominante sobre o TDAH está contaminado e enganoso.



 

Ana Carolina Rodrigues de Oliveira Santos

Neuropsicopedagoga

 

 Ana Carolina publicou o livro “TDAH sob as lentes das Escrituras”.

Trata-se de um guia prático para auxiliar crianças com diagnóstico de TDAH numa perspectiva bíblica.


 

E-book disponível para venda.

Informações e pedidos: (54) 98445-7877

Pr. Marcos Vinicius ou Ana Carolina

 

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