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Reavivamentos

Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia”. (Habacuque 3.2)


Muito cedo, após a minha conversão e batismo nas águas no dia 11 de junho de 1967, me interessei por reavivamentos. Prefiro o termo reavivamentos porque entendo que sejam momentos de atiçar as brasas de uma fogueira que está se apagando. Os que definem esses momentos da história da Igreja falam em restauração do vigor espiritual, uma espécie de despertar da fé que ficou estagnada. Na definição de Charles H. Spurgeon, “reavivamento é viver novamente, receber novamente uma vida que quase expirou, reacender em uma chama a centelha vital que estava quase extinta”.


Como registro histórico, temos muitos momentos que podem ser denominados reavivamentos. Quero lembrar três deles, em especial para nossa refelxão.


O primeiro foi o ocorrido entre 1730 e 1760 que ficou conhecido como O Grande Reavivamento.


Este movimento deu-se no século 18 nas colônias americanas e deram proeminência a pregadores como Jonathan Edwards, John Wesley, Charles Wesley e George Whitfield. Esses homens pregavam mensagens objetivas sobre a salvação pela fé em Jesus Cristo, enfatizando a necessidade de uma experiência pessoal de conversão com testemunho de mudança na vida através do comprometimento com Cristo.


O que aconteceu de marcante naquelas três décadas foi o crescimento expressivo das igrejas levando os crentes a uma vida dedicada a atividades eclesiásticas, comunitária e filantrópicas que beneficiaram muita gente, sem qualquer distinção, mesmo fora da membresia das igrejas.


O segundo reavivamento que quero destacar é o que aconteceu no país de Gales. Esse teve duração bem mais curta, entre 1904 e 1905, mas de grande intensidade e repercussão, marcando por muito tempo a vida de pessoas em várias partes.


Na liderança desse reavivamento destacou-se o pregador galês, Evan Roberts, um jovem que enfatizava a necessidade de uma experiência pessoal de conversão que se manifestasse através de um compromisso profundo na vida cristã. As igrejas cresceram rapidamente naquele ano e muitos testemunhavam por toda parte acerca da experiência pessoal com Cristo.


O terceiro reavivamento é o da Coreia do Sul. Esse, pode-se dizer, ainda está ativo. Tudo começou ao terminar a guerra da Coreia ocorrida entre 1950 e 1953, que teve como pano de fundo a disputa geopolítica entre capitalismo (EUA) e socialismo (URSS) resultando na devastação da nação dividida entre Coreia do Sul e do Norte. Até o início da década de 1960 a Coreia estava entre os países mais pobres do mundo com aproximadamente 80% da população na miséria.


Uma minoria cristã da população, de apenas 3% de crentes, começou a orar para que Deus mudasse aquela nação. Acordavam às 4h30 da manhã e às cinco horas as igrejas estavam abertas para o que denominavam “oração da madrugada


Os crentes aprenderam que deveriam orar por todos e, principalmente pelos governantes (1Tm 2.2). Oravam, insistentemente, pelas autoridades constituídas sem querer transferir a elas o que era responsabilidade da Igreja. Muitas conversões começaram acontecer e as igrejas cresciam por todo o país e em todas as denominações. As orações alcançaram as autoridades que se convertiam a Cristo e o país começou a prosperar. A partir da década de 1970, investindo na indústria pesada, química, eletrônica e de automóveis, a Coreia tornou-se um país rico.


Hoje, apesar de ser um país geograficamente pequeno, com apenas 100.210 km², pouco mais que o tamanho do estado de Pernambuco (98.068 km²), a Coreia envia e sustenta missionários em todos os continentes.


Para terminar, podemos dizer que reavivamentos, servem para mostrar o quanto Deus está disposto a derramar do seu Espírito, sem fazer acepção de pessoas, sem nunca repetir naquilo que faz. O padrão é que as pessoas salvas mudam corações e mentes, transformados pela oração, e ansiando pela presença de Deus.


Se queremos reavivamentos, precisamos levar a sério tudo o que está escrito na Palavra e Deus e, de maneira especial, prestar atenção no que está escrito em 2 Crônicas 7.14, “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”






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