top of page

Você tem a fé de Joquebede?

Querida mulher de Deus, esta talvez é a primeira vez em que nós conversamos e eu não conheço a sua vida, o seu passado, o seu presente, mas eu gostaria de propor que você deixasse suas coisas de lado por um instante para voltarmos um pouco no tempo. Deixe de lado suas preocupações com as refeições do dia, com a fralda por trocar, com o filho para buscar de algum lugar, com a roupa que não foi lavada. Gaste uns segundos e vamos voltar alguns milhares de anos para o Egito.

Lá está ela! Uma mulher levita, com sua barriga enorme, já pesada, carregando água para casa, com mais duas crianças ajudando e correndo para lá e para cá. A região é de poeira, muita areia, tempo seco. Consegue imaginar o nariz deles? Todo ressecado, talvez com algumas crostas. A pele queimada pelo sol. O cabelo escovado e arrumado com alguns grãos de areia.

Você olha nos olhos dela e vê um brilho intenso. Ela ama a vida, ama cuidar da casa, do marido e dos filhos.

Essa é Joquebede. Uma mulher de garra, que sempre foi forte, mas que, neste exato momento de sua vida está passando por uma turbulência terrível: Faraó quer matar o seu filho. Sim! Exatamente! Se for um menino, ele deve ser morto. O povo de Israel mora no Egito e é escravo dos egípcios. Os egípcios não querem que os escravos cresçam e se tornem mais fortes e por isso decidem matar todos os meninos que nascem.

Joquebede não sabe se o bebê no ventre dela é um menino ou uma menina. Esta é a maior preocupação dela no momento. Como você resolveria essa angústia hoje em dia? Ligaria em uma clínica e iria fazer um ultrassom.

Mas ela não tem uma clínica de ultrassom ali ao lado ou um laboratório que faça o exame de sexagem para saber ao certo. Ela precisa aguardar. Não tinha chá revelação naquela época. Aguardar longo nove meses. Simplesmente esperar até o bebê nascer, para então, finalmente, saber se é um menino ou uma menina.

O que você faria durante esse tempo? Ficaria noites sem dormir pensando sobre isso? Ficaria dias e mais dias com sua mente ocupada com essa preocupação? Iniciaria um tratamento para ansiedade? Eu posso imaginar Joquebede de joelhos clamando a Deus para livrar este bebê e continuando sua vida cuidando dos outros dois filhos e de todos os afazeres. Será que ela orou para ser uma menina?

Após nove meses chegou o dia. As dores do parto, o preparo e o bebê nascendo. Qual será que foi a primeira pergunta que ela fez? É menino ou menina?

E a resposta: MENINO!

Será que Deus tinha se esquecido dela?

A Bíblia nos fala que Joquebede escondeu Moisés por três meses. Esconder um bebê não é fácil. Não é fácil abafar o choro de um menino com cólicas ou quando encheu as fraldas. Ela deu seu jeito e com certeza muitas e muitas vezes colocou suas angustias perante Deus. Pediu a Deus forças para suportar tudo aquilo.

Após três meses a estratégia tinha se tornado inviável. O choro já era tão alto que se tornou impossível abafar. Moisés já dava risada e interagia com Arão e Miriam.

Joquebede foi atrás de uma solução nada convencional. Confeccionou uma cesta de junco com isolamento por dentro e por fora para colocar o seu tão precioso bebê. Um bebê de três meses já tem um bom peso e não é tão fácil colocar algo pesado em uma cesta e ela flutuar. Havia estratégia por trás de tudo ali, havia preparo. Possivelmente durante todas as noites antes do bebê nascer, Joquebede ficou pensando em alternativas para o problema. Quem sabe foi na feira aprender a fazer a cesta. Buscou saber como isolaria o cesto para não entrar água.

Enfim, ela colocou seu tesouro na cesta, colocou a cesta no rio e deixou a irmã observando. E ……voltou para casa.

Amada irmã, Joquebede foi capaz de deixar seu precioso bebê e, acredite, voltar para casa. Ela não podia ficar ali o dia todo. O seu coração e a sua mente ficaram no rio, mas a vida continuou em casa.

Percebem o tanto de detalhes que essa história contém? Percebem a fé e a demonstração de fé dessa mulher?

A história continua e sabemos como Deus estava intensamente preocupado com a vida desse nenê. Deus tinha um plano para ele. Mas quantas lições nos ficam da vida de Joquebede.

Gostaria de ressaltar três delas:

1 – Problemas vão surgir. Angústias vão surgir em sua vida, muitas vezes. Maiores ou menores. Deus não nos promete uma vida sem problemas.

Se sua vida tem problemas, isso é “normal”.

Nós vivemos em uma geração que chamamos de “mimimi”. Não queremos que ninguém sofra. Mas o sofrimento faz com que criemos casca, cresçamos. No momento em que acontece é ruim, mas logo depois saímos fortalecidos.

2 – Joquebede buscou a Deus. Ela amava a Deus de todo o seu coração. Ela conhecia a Deus profundamente. Sabemos disso pelo desenrolar da história quando vemos o impacto que ela teve nos três filhos.

A – Você conhece a Deus? Você realmente busca a Deus profundamente? Muitas e muitas vezes tenho visto mulheres que não conseguem sair de seus problemas, mas quando você diz: Venha, vamos ler a Bíblia, vamos estudar sobre Deus, conhecer a Deus mais profundamente, gastar tempo com Ele em comunhão. Nesse momento o tempo se torna pouco, a vontade não existe. Queremos a solução, mas não queremos o caminho para a solução.

Faça um plano de estudo sobre Deus e sua Palavra. Hoje mesmo. Se empenhe nisso. Pegue o calendário e programe sua próxima semana. Se a Igreja oferece um plano, não exite. Vá imediatamente fazer parte.

3 – Joquebede não deixou que o problema a dominasse. Ela orou, buscou a Deus e procurou soluções. Muitas vezes ficamos tão cheios do problema que passamos a não olhar para os lados. Não buscamos solução através de conselhos, através da leitura, do conhecimento de Deus. Talvez você esteja passando por uma grande angústia agora. Você já tentou pensar em uma alternativa, algo que você poderia fazer para abrandar? Procurou alguém maduro na fé que é de confiança e pediu ajuda? Vá! Mande um WhatsApp e agende um momento para conversar.

Agora te pergunto novamente: Você gostaria de ter a fé de Joquebede?

Que Deus possa te fortalecer. Que Ele possa ser seu guia até a morte. Que Ele possa ser a sua fortaleza em tempos de angústia.

Tabea Janzen Souza

Comentarios


bottom of page