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Comportamento Passivo-Agressivo. Eu?

Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas.”

(Salmos 34.19)

 

Nesta época de tanta informação, a comunicação tornou-se um barulho silencioso dentro de nós, não conseguimos ouvir realmente o que as pessoas estão comunicando. Temos dificuldade de ouvir aos outros e principalmente a nós mesmos. Também não ouvimos a DEUS; não temos tempo de leitura da Bíblia e de oração.

 

A comunicação tão vasta e rápida, nem sempre é sincera, principalmente quando há conflitos, simplesmente porque não sabemos mais olhar para o outro e falar, ou receber o olhar e o confronto do outro. Muitas vezes os conflitos não são resolvidos de forma direta, mas por meio do silêncio, indiretas, manipulação ou atitudes disfarçadas. Embora o termo “passivo-agressivo” seja moderno, a Bíblia o retrata de forma bem clara e revela suas consequências.

 

Este artigo propõe uma breve reflexão bíblica sobre atitudes passivo-agressivo e os caminhos de cura que a Palavra de Deus apresenta.

 

Passivo-agressivo é um termo usado para descrever um comportamento em que a pessoa não expressa sua raiva, frustração ou discordância de forma direta, mas demonstra esses sentimentos de maneira indireta usando algumas vezes o silêncio como forma de punição, ou fazendo indiretas ou ironias, até mesmo com crueldade disfarçada de amizade “sincera”. Outras vezes pode procrastinar de propósito, esquecer tarefas intencionalmente, ou agir com frieza ou resistência encoberta. Na prática, responde com frases curtas e frias. Faz comentários sarcásticos, evita a pessoa ou cumpre o combinado, mas com atitude negativa.

 

Vejamos na Palavra de Deus alguns exemplos típicos:

 

Saul, dentre outros, foi um passivo-agressivo; um invejoso disfarçado. (I Samuel 18-20). Começou admirando Davi, mas ao ouvir uma música “Saul feriu os seus milhares, porém Davi seus dez milhares”, seu coração se encheu de inveja. Em vez de tratar seu sentimento diante de Deus, ele passou a agir de forma indireta: tentou matar Davi, discretamente. Usou sua filha como armadilha. Planejava em segredo, enquanto mantinha aparência pública. A agressividade não era declarada, mas estratégica, a inveja silenciosa se tornou em perseguição por cerca de mais ou menos longos 13 anos, findando-se com sua morte, assim Davi se tornou o segundo rei de Israel.

 

A lição que tiramos desse passivo-agressivo é que a raiva, a inveja, as emoções não tratadas diante de DEUS podem se transformar em atitudes destrutivas.

 

Absalão, foi um passivo- agressivo que usou o silencio para planejar vingança. (2 Samuel 13-15). Após a violência sofrida por sua irmã Tamar, Absalão não confrontou imediatamente a situação. Ele guardou silêncio, rancor crescendo por dois anos. Seu silencio não era perdão. Era planejamento. Mais tarde, vingou-se de seu irmão Amnom e iniciou uma campanha sutil de queima de reputação, roubando o coração do povo contra seu próprio pai, Davi. A Bíblia afirma que ele furtava o coração dos homens de Israel (2 Samuel 15:6),

 

A lição que aprendemos é que o ressentimento silencioso é terreno fértil, perigosíssimo, para rebelião e divisão.

 

Jonas tinha uma resistência interior à vontade de Deus. Parecia exteriormente obedecer, até que sua vontade foi explicitamente colocada à prova pelo Senhor. Jonas não queria que Nínive fosse poupada. Fugiu da missão. Depois, obedeceu, porém sem alegria. Quando Deus demostrou misericórdia, Jonas ficou indignado. Sentou-se fora da cidade esperando sua “justa” destruição. Aqui vemos uma forma sutil de resistência: cumprir a tarefa. Mas manter o coração endurecido.

 

A lição que aprendemos é que o Senhor Deus não deseja apenas nossa obediência externa, mas transformação interna.

  

Marta usou a indireta e revelou o que estava em seu coração. (Lucas 10:38-42). O Senhor Jesus viu isso. Sobrecarregada com o serviço, Marta não falou diretamente com Maria. Em vez disso, disse ao Senhor Jesus: “Senhor não te importas que minha irmã me deixe sozinha? ”

 

 A queixa não era somente sobre ajuda, era sobre ser reconhecida, elogiada, sobre comparação e frustração. Jesus respondeu com amor, mas também com correção: “Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com a muitas coisas

 

A lição que aqui se mostra é que muitas vezes nossas indiretas revelam cansaço emocional e expectativas não comunicadas. Às vezes, a necessidade de querer atenção ou ser reconhecida pode tornar-se uma porta para queixas, murmurações, mau humor, exigindo demais dos outros, tornando o relacionamento amargo e talvez, insuportável. Muitas tensões poderiam ser resolvidas com diálogo sincero e humilde.

 

Comportamentos assim acontecem entre crentes em Cristo? Sim. Muitas vezes evitamos confrontos por medo, orgulho, ou falsa espiritualidade. Às vezes confundimos silêncio com maturidade. Outras vezes, usamos espiritualidade como máscara, escondendo frustração e amargura.

 

O evangelho nos ensina transparência, arrependimento e reconciliação. As Escrituras nos chamam a outro padrão. O padrão de Cristo. Não apenas expõem o problema, mas ela apresenta o remédio:

  • Falar a verdade em amor” (Efésios 4.15)

  • Não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Efésios 4.26)

  • Antes sede bondosos e compassivos” (Efésios 4.32)

   

O caminho da cura começa com três atitudes:

  • Autoexame sincero. Detecte. Estou comunicando claramente ou estou punindo com silêncio? Deixo a raiva, a ira encontrar abrigo no meu coração?

  • Entrega das emoções a Deus: Confesse a Deus e ao outro se necessário.  Ressentimento não tratado se torna raiz de amargura, pecado que contamina.

  • Conversa direta e amorosa. Conflitos se resolvem com oração e diálogo. (Mateus 18).

  

A maturidade cristã não é ausência de conflito, mas a forma como lidamos com ele.

  

Assim podemos concluir que o comportamento pecaminoso da passivo-agressividade pode parecer discreto, disfarçado, mas seus efeitos são profundos: esfria relacionamentos, divide ministérios e enfraquece testemunhos. Atinge a você e aos outros, quebra a paz, a beleza, como um cristal que foi danificado.

 

O Senhor nos chama à integridade de coração. Que nossas palavras sejam claras, nossas atitudes coerentes e nosso amor verdadeiro.

 

Que o Espírito Santo trate nossas emoções ocultas antes que elas se transformem em feridas abertas nos outros ou em nós mesmos.

 

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Suenia Araújo

Psicóloga.

Pós-graduada em Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia

 

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