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Ele levou sobre Si as nossas dores

Isaias 53.4

 

 Dor é o vocábulo mais conhecido da humanidade. Refere-se a uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada a uma lesão tecidual real ou potencial. É um fenômeno complexo, subjetivo e um sintoma comum de várias condições subjacentes. A sua origem vem do latim dolore (sofrimento).

 

Isaias 53.4 nos revela uma profecia bíblica sobre o Messias (Jesus) que assumiu as enfermidades, sofrimentos e iniquidades da humanidade. Essa passagem simboliza a obra redentora, onde suas feridas curam e seu sacrifício traz paz e reconciliação. Jesus além de perdoar nossos pecados, carregou as consequências deles, as dores físicas e aflições da alma. Por maior que seja a nossa empatia, jamais sentiremos a dor do outro de forma completa, integral. Jesus é o único que consegue realizar esta obra, e isto porque:

 

Jesus conhece exatamente o que sentimos. Ele experimentou a rejeição, a traição, o luto, a injustiça e a dor física. Ele não é um Deus distante que apenas observa o sofrimento, mas alguém que se compadece e entende nossas fraquezas (Hebreus 4.15). Nós podemos passar por alguns sofrimentos nesta vida, mas nunca experimentaremos TODOS os sofrimentos. Jesus VIVEU, EXPERIMENTOU TODAS AS FORMAS DE DORES E SOFRIMENTOS. Na cruz, Jesus carregou o peso de todas as consequências do pecado da humanidade. Mas, se Jesus levou as nossas dores, por que a humanidade continua sofrendo? Essa é uma das perguntas mais profundas da teologia e da filosofia, tocando no que chamamos de "o problema do mal". Se o sacrifício de Jesus foi completo, por que ainda choramos e adoecemos?

 

O "Já e o Ainda Não"

 

A vitória de Jesus sobre a dor e a morte já foi conquistada na cruz, mas a sua plena manifestação só ocorrerá no fim dos tempos.

  • temos acesso ao consolo, ao perdão e à força espiritual para enfrentar as dores.

  • Ainda Não. Vivemos em um mundo "caído", onde as leis da natureza (doenças, envelhecimento) e as consequências das escolhas humanas continuam a operar até o retorno de Cristo.

 

A Redenção da Dor, não a Isenção

 

 Jesus não nos prometeu que estaríamos isentos de sofrimento. Pelo contrário, ele disse: "No mundo tereis aflições" (João 16:33). Dizer que ele "levou nossas dores" significa que ele as ressignificou. O sofrimento humano deixou de ser um beco sem saída e se tornou um processo de aperfeiçoamento e esperança. A dor agora tem um propósito (gerar paciência e caráter) e uma promessa de fim.

 

 Grande parte do sofrimento humano vem de escolhas individuais e coletivas (guerras, injustiças, descaso). Deus permite que as consequências dessas escolhas existam para preservar a liberdade humana. Se ele removesse toda dor instantaneamente, teria que remover também a nossa liberdade de agir e errar.

 

O Alívio Espiritual versus Alívio Físico - A prioridade de Jesus ao "levar nossas dores" foi a dor da separação de Deus. O sofrimento físico continua, mas o sofrimento espiritual (a angústia da alma e o medo da morte eterna) foi resolvido para quem crê.

 

Jesus levou a "sentença" final da nossa dor, garantindo um futuro onde ela não existirá, mas enquanto estamos neste mundo, ele se oferece para carregá-la conosco, e não apenas por nós.

 

Autora:

Maria Genaina de A R Reder.

Membro na Igreja Batista em Jardim Paulista/Guarulhos.

Casada com Elizeu Reder.

Mãe da Beatriz e do Natan.

 

 

 

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