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O livro de Jó

Muitos leitores da Bíblia evitam o livro de Jó, exceção feita aos primeiros dois capítulos e ao último, talvez os mais dramáticos capítulos do livro. O restante do livro é uma coleção de longos discursos, os quais nunca chegam a encerrar a verdade final. Entretanto, uma cuidadosa leitura do livro de Jó, revelará que a mensagem é muito atual e que lida com um problema que todas as pessoas enfrentam desde o início dos tempos.

 

Enquanto se estuda o livro de Jó é preciso ter em mente esses três fatos: 1) É um livro oriental, cheio de pensamentos e expressões daquele povo, 2) É um livro poético (exceto os capítulos 1-2 e 42.7-27). A poesia hebraica não é semelhante à nossa poesia, ou seja, não se preocupa exatamente com a rima, mas com os pensamentos e 3) Jó luta com um problema difícil: “Por que Deus permite o justo sofrer?”

 

O autor é desconhecido. O livro de Jó não possui nenhuma referência à Lei, ao Tabernáculo e ao Templo. É provável que tenha sido escrito antes do livro de Gênesis. Jó não é uma ficção como os liberais afirmam, mas uma história real de um homem chamado Jó. O profeta Ezequiel mencionou o seu nome (Ez 14.14-20), Tiago, também (Tg 5.11). Jó era um homem justo, rico, sincero com respeito às necessidades dos outros, porém, era um homem que estava perplexo, pois não podia entender por que Deus permitia que sofresse tanto, uma vez que era justo.

 

Os amigos de Jó. Como diz o ditado: “Quem precisa de inimigos com amigos desse tipo?”. Eram quatro os amigos de Jó. Os eventos desse livro cobrem vários meses (7.3) e, portanto, contribuiu para os amigos de Jó formularem diversas especulações (6.15, 12.4, 16.10, 17.1-9). ELIFAZ era de Temam. Ele baseou todas as suas ideias numa “experiência espiritual” de uma certa noite (4.12-16). BILDADE era um homem tradicional, alguém que conhecia alguns “provérbios dos sábios” e tentava explicar tudo baseado nesses provérbios. Assim como Elifaz, Bildade estava certo que Jó era um hipócrita. ZOFAR era um homem muito dogmático e considerava-se mais sabedor sobre Deus do que qualquer outro. Cada um desses homens arguiu contra Jó e este refutava todas as palavras dos amigos.

 

No final (capítulos 32-37) uma nova voz surgiu: era ELIÚ, o mais jovem e que tinha esperado até que seus amigos mais velhos terminassem seus argumentos. Os homens mais velhos insistiam que Deus abençoava os justos e julgava os ímpios. O problema do argumento deles não era tanto o erro doutrinário, pois havia muitas verdades no que diziam, porém, o conceito deles era estreito demais, principalmente, para o contexto do sofrimento de Jó. Mais uma vez temos que admitir que os caminhos de Deus são insondáveis. Eliú aconselhou Jó a se submeter a Deus e a confiar Nele, mas ainda assim, a atitude de Eliú era de um juiz e um crítico, como os demais amigos de Jó. Quando Deus apareceu, não fez referência ao discurso de Eliú, apenas dos outros três (42.7-9).

 

A terra de Uz. É muito fácil confundir UZ com UR, por isso, devemos prestar atenção. Uz, provavelmente ficava ao norte da Arábia. O homem mais íntegro de todo o oriente viveu lá, seu nome era Jó.

 

A bênção da paciência. Em um sentido o livro de Jó não dá a resposta ao problema do sofrimento do justo. Certamente Jó se tornou um homem melhor ao final de seu sofrimento, pois o sofrimento PODE ter um efeito purificador se nos rendemos ao Senhor. Tiago enfatiza a paciência de Jó, que literalmente significa fidelidade sob provação. Jó manteve sua fé em Deus e creu que no final Deus o defenderia e, de fato, isso aconteceu (16.19).

 

Não se sabe ao certo qual era a doença de Jó, porém, alguns acreditam que tenha sido um tipo de lepra e elefantíase, muito dolorosa, comum no Oriente e que causa repugnância às pessoas. Outros dizem que pode ter sido pênfigo, popularmente conhecida como “fogo selvagem”. Seja qual for a doença, causou-lhe dores insuportáveis, feridas fétidas e isolamento.

 

Após todo o sofrimento de Jó, Deus o defendeu e deu a ele tudo o que perdeu, e em dobro (42.10-17). Deus não mudou a sorte de Jó porque este orava pelos seus amigos, simplesmente; mas Deus mudou a sorte de Jó porque Ele é soberano e assim quis. Porém, o fato de Jó orar por seus amigos mostra um profundo senso de perdão no caráter de Jó. Se tudo foi restituído em dobro para Jó, por que Deus não lhe deu vinte filhos? A resposta traz um ensino maravilhoso. Deus tomou os dez filhos de Jó para Si mesmo (1.2). Portanto, os dez primeiros foram ganhos para a Presença de Deus e não perdidos e, agora, mais dez para o Senhor. Jó recebeu e devolveu vinte filhos para Deus, portanto, o dobro.

 

E você, tem sofrido de modo especial nesses dias? O livro de Jó será um conforto e, ao mesmo tempo, um direcionador para a maneira de como você deve agir. Deus te abençoe.

 

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Pércio Coutinho Pereira.

Professor do Instituto Bíblico Peniel em Jacutinga, MG

Pastor da Igreja Batista Bíblica em Jacutinga, MG

WhatsApp (35) 99210 9841

 

 

 

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