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Entre dois anseios

“Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher.” (Filipenses 1.19-23)


A vida do cristão precisa ser definida por prioridades. Sabemos que dois objetos não conseguem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo, por isso, um tem de ter a preferência. Para aqueles que não creem em Deus, as atrações desse mundo e a glória dele são tudo o que possuem, por isso lutam com todas as suas forças para construírem seu próprio reino enquanto estão aqui.


No texto escolhido a atitude do apóstolo Paulo nos desafia a examinar nossos alvos na vida. Seu maior anseio era “glorificar a Cristo no seu corpo”. Ele não desejava fama, riquezas ou poder. Ele não estava, como Judas Iscariotes, trabalhando e tentando construir seu reino pessoal. Ele compreendia que fora comprado por um preço muitíssimo alto e por esse motivo desejava glorificar a Cristo no seu corpo.


Paulo vai mais além, ele afirma “será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte”. Concordo com o pastor Hernandes Dias Lopes quando afirma que “Não basta viver bem; é preciso morrer bem. Não morre bem quem não vive para glorificar a Cristo. Não pode ter a morte de um justo quem viveu como um ímpio. Não pode glorificar a Cristo na morte quem não o glorificou na vida… o cristão não foge da vida nem teme a morte. Ele abraça a vida e a morte com a mesma empolgação. Na vida, Cristo está com ele; na morte, ele está com Cristo. Na vida, ele realiza a obra de Cristo; na morte ele desfruta a glória de Cristo.” Isso é profundo demais e verdadeiro.


Vivemos numa sociedade que, a cada dia, está perdendo seus valores morais e espirituais. O relativismo tem tomado conta até dos “cristãos”. Os princípios são desprezados e o pecado exaltado. Como cristãos precisamos nos posicionar e não negociar valores e princípios que são inegociáveis. Precisamos escolher a quem vamos realmente servir.


Falamos que somos cidadãos dos céus, mas na verdade sentimos uma atração imensurável pela terra e seus atrativos. Isso acontece porque damos grande importância aos prazeres e valores desse mundo. Essa atitude tem dado origem a uma geração de cristãos que se contenta em rastejar nas regiões baixas da carnalidade, tornando-se presa fácil das destruidoras pestes da concupiscência. Quantos filhos de Deus se tornaram escravos da concupiscência da carne porque escolheram viver em um nível espiritual rasante.


Deus deseja que amemos a vida e vivamos vida abundante, desfrutando das belezas da Sua criação com gratidão enquanto estamos nesse corpo. No entanto, se as belezas da terra são tão atraentes que não consigo apreciar as incomparáveis maravilhas e glórias do meu lar celestial, algo está totalmente errado em minha escala de valores.


Deus nos vê assentados com Cristo nos lugares celestiais. Essa é a nossa verdadeira posição em Cristo. Quando nos apropriamos mais de nossa posição elevada nele, experimentamos o sentimento de que as atrações e os apelos do mundo não nos apetecem mais.


BIBLIOGRAFIA


LOPES, Hernandes Dias. Filipenses – a alegria triunfante no meio das provas. Hagnos








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