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O papel da Rússia nas profecias bíblicas

A campanha militar empreendida pela Rússia contra a Ucrânia já se estende por longos nove meses, com consequências maléficas que atingem não somente estas nações. É imprescindível ao salvo em Cristo manter sua atenção focada nas profecias bíblicas, de modo que não venha a enfraquecer sua confiança na autoridade e poder de Deus, aos quais todas as nações deste mundo estão sujeitas.


Quanto aos acontecimentos que envolvem a Rússia, é importante primeiramente reconhecermos que as profecias bíblicas denominam um tempo específico da história profética chamando-o de “tempo dos gentios”, como citado pelo Senhor “E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levadas cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem” (Lucas 21.24). Este período designa o período em que Jerusalém estaria sob o domínio de nações estrangeiras, o que ocorreu a partir da tomada de Jerusalém pelos babilônicos seis séculos antes de Cristo, tendo seu término quando o Senhor Jesus voltar a esta terra, vencendo o anticristo e iniciando seu reino milenar. Devemos reconhecer que o período da igreja introduz um intervalo entre estes dois acontecimentos, de forma que o arrebatamento e o início do período tribulacional marcarão a retomada do plano de Deus para com Israel e as nações gentias.


É na retomada deste plano, logo após o arrebatamento da igreja, que o anticristo se revelará a este mundo, havendo também outros poderes que tanto apoiarão como farão oposição a ele. Entre estes poderes o livro de Apocalipse descreve os reis do oriente, como descrito no capítulo 6 “E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do oriente” (Apocalipse 6.12). O rio Eufrates historicamente se constitui em uma defesa natural que separa o oeste do Leste no oriente médio, porém o juízo apresentado em Apocalipse 16.12 retirará está barreira, permitindo que as nações orientais, a China e seus vizinhos, avancem sobre a terra de Israel. O profeta Daniel identifica ainda outras forças presentes no período tribulacional “E, no fim do tempo, o rei do Sul lutará com ele, e o rei do Norte se levantará contra ele com carros, e com cavaleiros, e com muitos navios; e entrará nas suas terras e as inundará, e passará” (Daniel 11.40). Vemos aqui o Rei do Sul aliado ao Rei do Norte a fim de invadir a terra de Israel simultaneamente. Há uma concordância entre os intérpretes bíblicos que o Rei do Sul é uma referência ao Egito, constantemente mencionada nas Escrituras como a terra ao sul de Israel, assim como o rei do Norte é uma menção à nação ao extremo norte do território de Israel, a Rússia, que também se voltará contra o povo de Deus “Virás, pois, do teu lugar, do extremo norte, tu e muitos povos contigo, montados todos a cavalo, grande ajuntamento, e exército poderoso” (Ezequiel 38.15).


O poder militar que avançará do extremo norte contra a nação de Israel, que neste momento do período tribulacional contará com a proteção do anticristo, é assim descrito pelo profeta “Filho do homem, dirige o teu rosto contra Gogue, terra de Magogue, príncipe e chefe de Meseque, e Tubal, e profetiza contra ele” (Ezequiel 38.2). Gogue é o nome dado ao líder desta confederação, sua terra se chama Magogue, nome de seu fundador. Em Gênesis capítulo 10 é descrito quem foi Magogue “Os filhos de Jafé são: Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras” (Gênesis 10.2). Magogue foi o segundo filho de Jafé, filho de Noé, Meseque e Tubal eram netos de Noé. A terra de Magogue localizasse na região do Cáucaso, palavra que significa “forte de Gogue”, onde este povo era chamado de citas, nômades que vagavam em torno dos mares Negro e Cáspio. Desta forma, o rei do Norte virá de onde hoje está o território da Rússia, tendo esta nação como líder deste poder militar. Porém, o texto de Ezequiel 38 revela que outros povos acompanharão a Rússia nesta campanha “Virás, pois, do teu lugar, do extremo norte, tu e muitos povos contigo, montados todos a cavalo, grande ajuntamento, e exército poderoso” (Ezequiel 38.15). Nos versos seguintes os nomes destes aliados são citados “Persas, etíopes, e os de Pute com eles, todos com escudo e capacete; Gômer e todas as suas tropas; a casa de Togarma, do extremo norte, e todas as suas tropas, muitos povos contigo” (Ezequiel 38.5,6). A primeira destas nações será a Pérsia, cujos antigos domínios compõem o que hoje conhecemos como Irã. A segunda destas nações é chamada de etíopes. Normalmente esta expressão designa uma parte do continente africano, também chamada de Cuxe, porém escritos assírios, babilônicos e da Arábia revelaram que esta palavra também designava outra região e outro povo, localizado ao leste da babilônia, onde hoje se encontra o território do Afeganistão e o Paquistão. A terceira destas nações é Pute, também identificado como uma nação ao leste de babilônia, na mesma região onde hoje estão estes mesmos dois países, Afeganistão e Paquistão. O quarto aliado de Gogue é Gômer, identificado como germani, habitantes do atual território alemão. O quinto aliado é Togarma, identificada com a atual Turquia, assim como diversas das nações daquela região que formavam o antigo bloco soviético. É importante observarmos o ponto que une as nações aliadas de Gogue, em geral, estas nações nutrem um ódio milenar contra a nação de Israel.


O ataque da Rússia e seus aliados ao território de Israel ocorrerá na primeira metade da tribulação, quando então a nação de Israel estiver segura diante das garantias proporcionadas a eles pelo anticristo, como afirma o profeta Ezequiel “No fim dos anos virás à terra que se recuperou da espada, e que foi congregada dentre muitos povos, junto aos montes de Israel, que sempre se faziam desertos; mas aquela terra foi tirada dentre as nações, e todas elas habitarão seguramente” (Ezequiel 38.5,6). Notemos como a descrição do profeta se aplica ao que ocorreu a nação de Israel após o fim da segunda grande guerra, como uma nação “que se recuperou da espada”, e que “foi congregada dentre muitos povos”, relembrando como judeus vieram de todo mundo a fim de fortalecer a nação. O território dado a Israel era desértico, como narra o profeta, sendo repartido entre as nações gentias, porém naqueles dias a nação de Israel estará vivendo em plena segurança, sem se sentir ameaçado, graças aos acordos costurados pelo anticristo, como narra o profeta “Subirei contra a terra das aldeias não muradas; virei contra os que estão em repouso, que habitam seguros; todos eles habitam sem muro, e não têm ferrolhos nem portas” (Ezequiel 38.11).


O que a Rússia e seus aliados desejam atacando Israel? Este fato também é revelado pelo profeta ao dizer que eles virão “A fim de tomar o despojo, e para arrebatar a presa, e tornar a tua mão contra as terras desertas que agora se acham habitadas, e contra o povo que se congregou dentre as nações, o qual adquiriu gado e bens, e habita no meio da terra” (Ezequiel 38.12). O que levará estas nações a atacar o povo de Deus é o ódio contra Israel e a ganância de tomar suas riquezas. Ezequiel também nos revela a reação de Deus a manifestação do ódio destas nações contra seu povo escolhido “Sucederá, porém, naquele dia, no dia em que vier Gogue contra a terra de Israel, diz o Senhor Deus, que a minha indignação subirá à minha face” (verso 18). Um terremoto abalará a região montanhosa de Israel quando estas nações estiverem sobre ela “Porque disse no meu zelo, no fogo do meu furor, que, certamente, naquele dia haverá grande tremor sobre a terra de Israel; De tal modo que tremerão diante da minha face os peixes do mar, e as aves do céu, e os animais do campo, e todos os répteis que se arrastam sobre a terra, e todos os homens que estão sobre a face da terra; e os montes serão deitados abaixo, e os precipícios se desfarão, e todos os muros desabarão por terra” (versos 19 e 20). No caos causado pelo terremoto os exércitos aliados atacarão uns aos outros “Porque chamarei contra ele a espada sobre todos os meus montes, diz o Senhor Deus; a espada de cada um se voltará contra seu irmão” (verso 21). Eles também serão atingidos por uma tempestade e erupções vulcânicas “E contenderei com ele por meio da peste e do sangue; e uma chuva inundante, e grandes pedras de saraiva, fogo, e enxofre farei chover sobre ele, e sobre as suas tropas, e sobre os muitos povos que estiverem com ele” (verso 22). O resultado deste grande livramento é que os olhos na nação de Israel finalmente serão abertos “Assim eu me engrandecerei e me santificarei, e me darei a conhecer aos olhos de muitas nações; e saberão que eu sou o Senhor” (verso 23). Essa grande derrota abalará a fé daqueles que seguem o islamismo, pois a derrota destas nações não virá pelas mãos de outro exército, mas pelas mãos do Deus de Israel.


Os atuais movimentos russos demonstram que a profecia de Ezequiel se cumprirá neste momento? Ou seja, Israel é próximo alvo dos russos? Entendemos que não este momento, e a razão para isto é que o ataque de Gogue somente se dará quando a nação de Israel estiver se sentindo segura em sua terra, de tal forma abrirão suas fronteiras e desativarão seu sistema de segurança, enganados pela falsa paz prometida pelo anticristo. Ainda teremos de esperar um pouco até que este quadro se concretize, porém é inegável que os preparativos deste tabuleiro de nações estão sendo formados diante de nossos olhos.


E você, salvo em Cristo, como tem reagido aos acontecimentos atuais? Se espera de cada um de nós aquilo que nos é exortado pelo apóstolo Pedro “Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz” (2 Pedro 3.14).


Continue firme, o Senhor nosso Deus reina absoluto sobre todas as coisas.






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