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Sobre os ombros de gigantes

Se vi mais longe foi por estar sobre os ombros de gigantes”. Essa frase foi usada por Isaac Newton, escrita em uma carta para Robert Hooke, em cinco de fevereiro de 1676, baseado em uma metáfora atribuída a Bernardo de Chartres.


Está se iniciando um novo ano. O ano de 2023. Quem imaginou que chegaríamos até aqui. Nesse início sempre temos a oportunidade de repensar várias coisas e planejar, traçar metas para o ano que se inicia.


Deus, já no antigo testamento, planejou datas especiais. Como dito em Gênesis 1.14, “Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos”. Ele criou os astros para determinar datas e estações. Lemos lá que Deus criou marcos para nós. Marcos que determinam tempos e mudanças de tempos. Deus se preocupou em não deixar todos os dias e datas iguais. Ele criou marcos.


Também Deus planejou festas para o seu povo. Ele planejou a Festa dos Pães Ázimos, da Páscoa, a Festa de Pentecostes, o Dia da Expiação, Tabernáculos, Purin e Dedicação (estas duas últimas são festas que surgem tardiamente, mas em que vemos o Senhor Jesus Cristo participando). Todas elas eram lembranças de algo e motivo de refletir e festejar.


Nossa cultura ocidental também tem seus marcos. O Ano Novo é um deles. Além de ser um momento de festejar, de estar reunido, também serve para podermos repensar várias coisas da vida e traçar metas para o futuro.


Voltando à nossa frase inicial usada por Isaac Newton: “Se vi mais longe foi por estar sobre os ombros de gigantes”. Isaac Newton reconheceu que conseguiu chegar aonde chegou por indivíduos antes dele terem pensado e escrito sobre coisas que ele pôde utilizar.


Nós também temos heróis, gigantes que nos precederam. Indivíduos comuns, com todas as suas limitações, que viveram com Deus e deixaram seu exemplo para que possamos nos inspirar.


Em Hebreus nós lemos: “Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta. Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos” (Hebreus 12.1-3).


Aqui o autor de Hebreus coloca a carreira cristã como uma corrida. Uma corrida em que você e eu somos atletas, corredores. Nossos olhos estão tão somente em Jesus Cristo. Olhamos para Ele, que suportou tanto, até a morte de cruz, para correr a carreira cristã com perseverança e persistência. Precisamos nos desfazer do embaraço, deixar o pecado e correr. Nosso alvo final é o grande Herói Jesus Cristo. Mas, na plateia, temos gigantes sentados. Eles estão ali gritando, torcendo. Eles já correram. Eles venceram. Hoje correm em ouro. Eles foram fiéis.


Eles foram gigantes que nos servem de exemplo. Mas também podemos nos pautar no que eles falaram. Podemos nos apoiar no legado que eles deixaram.


Olhe para Cristo e se inspire em Daniel, José, Abraão, Elias, Elizeu, Enoque, Hudson Taylor, Amy Charmycal e tantos outros gigantes que muitas vezes estão vivendo ao seu lado.


Em 2023 não perca o foco. Corra persistentemente. Deus permitiu que chegássemos até aqui. Pela graça de Deus estamos tendo esta oportunidade. Fique firme. Que possamos ir mais longe porque nos apoiamos em gigantes. Nos inspiramos neles e em seu legado.








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