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Teologia do planejamento e do trabalho

UMA BREVE TEOLOGIA DO

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E DO TRABALHO CRISTÃO


Parte 1


Introdução


“Igreja não é empresa!”, “Nem sabemos se vamos estar vivos amanhã!”, “O Espírito dá tudo, planejar é carnal!”, “Cuidado com o ativismo, isto é um câncer!”, “Deus vai mostrar onde e como, não precisamos fazer nada”, entre outras. Estas são as maiores objeções a estabelecer planos assim como, alvos e metas para concretizá-los.


Não é de hoje! Desde que os dons espirituais – i.e. capacitação especial espiritual – foram atribuídos aos primeiros cristãos, o problema achou lugar e ocasião para instalar-se. Os apóstolos querem desafios para desbravar, abrir novas frentes. Os profetas apenas querem a ocasião para falar, preferencialmente com alguns ouvintes interessados. Os evangelistas resumem tudo à salvação, o destino eterno da alma. Os mestres querem um lugar adequado e tranquilo para estudar e ensinar. Pastores querem cuidar e supervisionar gente.


Com o tempo, um começa a achar que o outro está errado, não serve. E, cada um vai militar por sua grande compreensão de tudo – pensando que são Deus.

Acho que esquecemos do principal (Ef. 4.11):


“ELE, NA VERDADE, DESIGNOU”


Resumidamente, o próprio Jesus, o Senhor da Igreja, comissionou – ou, capacitou dando poder – alguns para isto e outros para aquilo: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. O problema surge quando o devaneio da super compreensão diminui o que foi anteriormente revelado por Deus.


Assim, Os apóstolos acham que todos devem sair e desbravar. Os profetas acham que todos devem falar. Os evangelistas acham que só quem fala da salvação serve a Deus. Os mestres acham que ninguém deve fazer coisa alguma, além de estudar. E, os pastores acham que todos devem apenas seguir as regras de comportamento e estatutos da igreja.

Assim, de certa forma, todos estão certos. Ao mesmo tempo, todos estão errados. O desprezar ou submeter à palavra revelada pelo Altíssimo é a fina linha de separação entre um coisa e outra.


DEUS ESTÁ SEMPRE CERTO!


Não é de hoje – não mesmo! Em um momento de desolação nacional, os homens e mulheres, reis e profetas, crentes e descrentes, não confiavam na instrução de Deus. Eis a resposta do Divino para eles (Isaías 55.8-9):


"POIS OS MEUS PENSAMENTOS NÃO SÃO OS PENSAMENTOS DE VOCÊS, NEM OS SEUS CAMINHOS SÃO OS MEUS CAMINHOS", DECLARA O SENHOR. ASSIM COMO OS CÉUS SÃO MAIS ALTOS DO QUE A TERRA, TAMBÉM OS MEUS CAMINHOS SÃO MAIS ALTOS DO QUE OS SEUS CAMINHOS E OS MEUS PENSAMENTOS MAIS ALTOS DO QUE OS SEUS PENSAMENTOS”


Tão seguros de que estavam certos (!), terminaram errando o alvo.

Os dons foram dados (no original, dados mesmo!) com um propósito específico (Ef. 4. 14-16):


“O PROPÓSITO É QUE NÃO SEJAMOS MAIS COMO CRIANÇAS, LEVADOS DE UM LADO PARA OUTRO PELAS ONDAS, NEM JOGADOS PARA CÁ E PARA LÁ POR TODO VENTO DE DOUTRINA E PELA ASTÚCIA E ESPERTEZA DE HOMENS QUE INDUZEM AO ERRO. ANTES, SEGUINDO A VERDADE EM AMOR, CRESÇAMOS EM TUDO NAQUELE QUE É A CABEÇA, CRISTO. DELE TODO O CORPO, AJUSTADO E UNIDO PELO AUXÍLIO DE TODAS AS JUNTAS, CRESCE E EDIFICA-SE A SI MESMO EM AMOR, NA MEDIDA EM QUE CADA PARTE REALIZA A SUA FUNÇÃO.”


Em momento algum é aceitável que alguém despreze o propósito já estabelecido. Igualmente, que alguém despreze a unidade igualmente almejada (Ef. 4. 3 e 7)


FAÇAM TODO O ESFORÇO PARA CONSERVAR A UNIDADE DO ESPÍRITO PELO VÍNCULO DA PAZ. HÁ UM SÓ CORPO E UM SÓ ESPÍRITO (...) E A CADA UM DE NÓS FOI CONCEDIDA A GRAÇA, CONFORME A MEDIDA REPARTIDA POR CRISTO.


Se o apóstolo não desbravar, o propósito global é frustrado. Se o profeta não falar, o evangelista não anunciar a salvação, o mestre não estudar e ensinar e o pastor não pastorar, o alvo está errado e a unidade é quebrada.


Com esta brevíssima introdução, quero mostrar que este receio, medo ou “’enquizila” com o planejamento e a estratégia, simplesmente, não faz sentido!


“NEM TODOS RECEBERAM A CAPACITAÇÃO PARA PLANEJAR E ALCANÇAR. MAS, QUEM RECEBEU, RECEBEU DO SENHOR.”


Quem é chamado a ensinar, não deve tentar impedir quem é chamado para proclamar... a sequência você já sabe!


Mas, ainda introduzindo o assunto, de onde vem a ideia de visionar, planejar, e alcançar? Acho que o que mais me chama “para dentro” do tema são as palavras de Jesus (Jo. 5.17):


"MEU PAI CONTINUA TRABALHANDO ATÉ HOJE, E EU TAMBÉM ESTOU TRABALHANDO".


No contexto, os judeus perseguiam Jesus, entre outras razões, por haver curado no sábado. Sabemos que Deus estabeleceu o dia do sábado para descansar. Ele mesmo descansou após o sexto dia da criação. Depois, estabeleceu o dia do descanso, na Lei. Até a terra devia descansar após seis anos de uso na plantação – a referência ao descanso da terra está relacionada à prática chamada "ano sabático" e ao "ano do jubileu", onde, de acordo com o livro de Levítico, capítulo 25.1-7, Deus instruiu os israelitas a observarem o ano sabático, que ocorria a cada seis anos, onde a terra deveria descansar e não ser cultivada.


O PRINCÍPIO DO TRABALHO E DO DESCANSO ESTÁ PRESENTE NAS PÁGINAS DAS ESCRITURAS.


Quando Jesus diz que ainda trabalha e que o próprio Pai, igualmente, trabalha também, não há como não se perguntar: por que ainda estão trabalhando, por que já não estão descansando?


A resposta é muuuiiito simples: o trabalho ainda não acabou!


Não vamos aplicar este estudo ao tempo sabático ou do jubileu. Mas, fica a dica. Há muito a aprender com este tema.


Ao contrário, vamos nos dedicar a estudar um pouco do nosso tema Uma Breve Teologia do Planejamento Estratégico e do Trabalho Cristão e como ele se desenvolveu ao longo da Bíblia.


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Paulo Santos é casado com a Rosana.

Teólogo (SBE) e Mestre em Ministérios (SBPV), plantador da Comunidade Cristã das Boas Novas Atibaia.

Foi líder nacional de educação e fundador da Agência Missionária da Convenção Brasileira dos Irmãos Menonitas.

Fundador do Instituto Vocati Discipulado e Liderança (2009), o qual distribui gratuitamente material, cursos e treinamentos para Evangelismo, Discipulado e Liderança.

Missionário e líder de projetos para o Brasil, América Latina, África.

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