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Treinamento no Pupunhal, Amazonas

No período de 30 de janeiro a 18 de fevereiro, aconteceu uma etapa de treinamento bíblico no Pupunhal, município de Maués, às margens do Rio Marau no médio rio Amazonas na região fronteira dos estados do Amazonas e do Pará, território original do povo Sateré-Mawé. Participaram do curso, membros do povo Sateré e ribeirinhos, num total de 20 pessoas.

Primeira Igreja Batista no Pupunhal

O missionário Valcides Xavier Cativo, que trabalha em Urucará cerca de 450 km do local foi um dos professores que viajou ao Rio Maués Açu para dar o treinamento. Além do Pr. Valcides, também lecionaram Pr. Amarildo Batista, Glaucilene Assem, Elizangela, Missionário José Freitas, Evangelista, Missionário Alexandre, Missionária Cleide Saraiva e Renê José Matias. Na ocasião, 23 pessoas confessaram Cristo como Salvador. Foi entregue uma caixa de Bíblias que foram doadas para o projeto.

Formandos do curso

Segundo o pastor Valcides, o treinamento das lideranças dos diversos povos originários é de fundamental importância para a evangelização, pois tem havido endurecimento de entidades diversas contra a evangelização das áreas indígenas. Se for possível treinas os próprios membros desses povos, eles têm livre acesso para fazer a obra.

Quem é o povo Sateré-Mawé?

Sateré quer dizer “lagarta de fogo, referência ao clã mais importante dentre os que compõem esta sociedade, aquele que indica tradicionalmente a linha sucessória dos chefes políticos. Mawé, por sua vez, quer dizer “papagaio inteligente”.

A língua Sateré-Mawé integra o tronco linguístico Tupi. Segundo o etnógrafo Curt Nimuendaju (1948), ela difere do Guarani-Tupinambá. Os pronomes concordam perfeitamente com a língua Curuaya-Munduruku, e a gramática, ao que tudo indica, é tupi. O vocabulário mawé contém elementos completamente estranhos ao Tupi, mas não se relaciona a nenhuma outra família linguística.

Desde o século XVIII, seu repertório incorporou numerosas palavras da língua geral. Os homens atualmente são bilíngues, falando o Sateré-Mawé e o português, mas, apesar de mais de três séculos de contato com os brancos, nas aldeias mais afastadas ainda se encontra mulheres que só falam a língua materna.

A região deu origem ao guaraná, que passou a ser conhecido no mundo todo pelo refrigerante. Mas, o produto in natura, é tido como tônico e até medicinal. Inventores da cultura do guaraná, os Sateré-Mawé domesticaram a trepadeira silvestre e criaram o processo de beneficiamento da planta, possibilitando que hoje o guaraná seja conhecido e consumido no mundo inteiro.

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