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Um novo governo e a esperança de paz: Uma analogia bíblica

Introdução


No contexto atual de mudanças políticas globais e a formação de novos governos, é natural que os cristãos busquem entender esses eventos à luz das Escrituras. A recente discussão sobre um possível novo governo norte-americano sob a supervisão do presidente Donald Trump e a formação de um Conselho de Paz para Gaza reacendem debates sobre o papel das nações no plano divino. Como compreender tais eventos à luz da Bíblia, especialmente das profecias escatológicas que apontam para a segunda vinda de Cristo?


Contexto político e a busca pela paz


Recentemente, foi anunciada a formação de um “Board of Peace” Conselho de Paz para Gaza, sob proposta de supervisão de Donald Trump. Este conselho, composto por líderes nas áreas de diplomacia, desenvolvimento, infraestrutura e estratégia econômica, incluindo nomes como Howard Lutnick e Robert F. Kennedy Jr., tem como objetivo proporcionar supervisão estratégica, mobilizar recursos internacionais e garantir a responsabilização durante a transição do conflito para a paz.

Tal iniciativa humana pela paz - embora nobre em sua intenção - nos convida a uma reflexão teológica profunda sobre a natureza da verdadeira paz e o governo divino.


Analogia bíblica: A paz dos homens e a paz de Deus


A formação de um conselho para administrar a paz pode ser comparada com as promessas bíblicas sobre governo e pacificação. O profeta Isaías nos aponta para uma realidade transcendente: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Isaías 9.6).

Este versículo estabelece um contraste fundamental: enquanto iniciativas humanas buscam estabelecer paz através de estruturas políticas e econômicas, a Bíblia declara que a paz verdadeira e duradoura tem um nome pessoal - Jesus Cristo, o Príncipe da Paz. Sua paz não é meramente a ausência de conflito, mas a restauração completa da relação entre Deus e a humanidade.


Fundamento escatológico: A esperança que sustenta


Diante de qualquer governo terrestre, a visão escatológica nos ancora na realidade do governo eterno. Daniel profetizou: "E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído" (Daniel 7.14).


O teólogo Dr. Herschel H. Hobbs (1907-1995), em seu comentário sobre Daniel, destaca: "Os reinos humanos são transitórios, mas o reino de Cristo é eterno. Nossa expectativa primária não deve estar em coalizões políticas, mas no cumprimento da promessa do Filho do Homem".


O cenário atual e a vigilância escatológica


Os eventos políticos contemporâneos devem nos levar não à especulação, mas à vigilância espiritual. Jesus advertiu: "Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite" (1 Tessalonicenses 5.2). Paulo ainda adiciona: "Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia..." (2 Tessalonicenses 2.3).

O pastor John MacArthur (1939-2025) comenta: "Cada evento global nos aproxima do cumprimento final das profecias. Nossa resposta não deve ser calcular datas, mas proclamar o evangelho com urgência renovada".


A Igreja no mundo: Entre engajamento e esperança celestial


Hoje, a Igreja vive uma tensão saudável: engajar-se com as necessidades do mundo enquanto aguarda a consumação dos séculos. Como declarou Charles Spurgeon, cujas raízes estão no pensamento batista: "Enquanto outros constroem reinos terrenos, nós anunciamos o Reino celestial. Enquanto outros buscam paz política, nós oferecemos a paz que excede todo entendimento".

A verdadeira paz para Gaza - e para qualquer nação - só virá quando "Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas" (Apocalipse 21.4).


Conclusão: Governos transitórios, Reino eterno


A formação de novos governos e conselhos de paz nos lembra que, embora as estruturas humanas sejam necessárias e devam ser objeto de nossas orações (1 Timóteo 2.1-2), nossa esperança definitiva permanece firme: "Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá..." (Apocalipse 1.7).


Que estas considerações nos inspirem a:

  • Orar fervorosamente por todos os que estão em autoridade

  • Trabalhar pela justiça e paz em nossas esferas de influência

  • Proclamar com ousadia que a verdadeira paz só é encontrada no Príncipe da Paz

  • Viver na expectativa bendita de Seu retorno, quando "Eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo" (Apocalipse 22:12)

 

Os governos humanos - sejam quais forem suas configurações - permanecem sob a soberania d'Aquele que "muda os tempos e as estações; remove os reis e estabelece os reis" (Daniel 2.21). Nossa missão, entre o já e o ainda não do Reino, é viver como embaixadores deste governo que não terá fim.


Nota do Autor:

Embora este artigo dialogue com eventos contemporâneos, rejeitamos qualquer tentativa de identificar figuras políticas atuais com personagens escatológicos específicos, prática que a história mostra ser frequentemente enganosa. Nossa confiança permanece não na interpretação perfeita dos sinais, mas na fidelidade d'Aquele que prometeu: “Certamente cedo venho” (Apocalipse 22.20). A verdadeira sabedoria, porém, está em estudar as Escrituras com humildade, focando no que é claro: a necessidade de salvação em Cristo e a urgência da missão da Igreja, enquanto aguardamos "A bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus." (Tito 2.13).


Sobre o autor:

Alberto Delfino é casado com Maisa, servo de Cristo Jesus, autor do devocional: 40 dias - Um refúgio no caos (voltado para jovens e recém-convertidos), professor de Educação Cristã e mestrando em Teologia Aplicada e Educação Cristã pelo Instituto Teológico Batista Independente (I.T.B.I).

 

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