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Um olhar sobre a amizade

Contemplar a beleza de Jesus e seus milagres, crendo que hoje Ele pode agir da mesma maneira, traz um conforto tremendo aos nossos corações. Ao estudar o livro de Marcos capítulo dois conseguimos perceber que o Verbo é Deus que Ele é Todo-Poderoso, a história desse texto é contada diversas vezes e é interessante notar as várias aprendizagens que podemos retirar de um único capítulo, Cristo de maneira compreensível e comum, age como perfeito ser humano é sensível e generoso ao próximo, e distintamente como Deus outorgando resolução à mais intensa e comovente necessidade humana: o perdão dos pecados.


Estava o Messias em Cafarnaum hospedado na casa de Pedro e uma multidão o seguia esperando pelo seu ensinamento porque Ele não ensina e nem fala de qualquer maneira, nos chama de maneira singular, ímpar, é doce e gentil. O nosso Salvador estava dentro da casa e o povo o cercava ao ponto de ser relatado no livro de Marcos 2.1-5 que os quatro homens que trazia um paralítico não conseguiam se aproximar. Todo ser humano precisa de amigos e pessoas com deficiência precisam de amigos casuais, próximos ou íntimos, eles necessitam de amigos que lhe deem amor incondicional Cl 3.12-14. As pessoas procuravam o Santo de Israel para ouvir a sua mensagem, alguns buscavam cura, milagres, outros ali estavam por inveja e até mesmo para criticá-lo, contudo mesmo cercado por todos eles, o nosso Redentor continuou em seu propósito e conseguiu enxergar em meio a tanta gente os quatro homens que com fé, criatividade e comprometimento conduziu um paralítico deitado em sua cama e sendo descido através do teto da casa chegou até os seus pés. Os quatro homens cujo nomes não são citados, mas têm sua importância dentro do texto não mediram esforços para trazer seu amigo diante do Salvador, possibilitando que experimentasse o poder curador do Príncipe da Paz. Sabemos que caminhar com alguém deitado em uma cama não é fácil exige grande esforço, não sabemos o percurso dessa caminhada, porém eles fizeram, não olharam para as circunstâncias e oposições encontradas no caminho, eles simplesmente foram ao encontro de Yeshua na certeza de que o milagre aconteceria, todavia, ao chegar próximo a residência mais um obstáculo, como introduzi-lo na casa? sendo que as pessoas se aglomeravam por todo lugar. Então tiveram uma ideia ousada, audaciosa o colocaram pelo telhado, mesmo com toda adversidade e riscos o puseram diante do Cordeiro de Deus.


Lindo ao contemplar essa história é perceber como Jesus se dirige ao paralítico, no livro de Mateus 9.2 “Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados.”, o chama de filho e o instrui a ter coragem, confiança, força e alegria. Ele o cura por inteiro, cura as suas emoções, o seu físico e perdoa os seus pecados. O Leão da Tribo de Judá é Onisciente e sendo o próprio Deus conhece-o completamente, o paralítico necessitava da cura das emoções, cura da paralisia e de perdão dos pecados. Ele vê nele e em seus quatro amigos fé, unidade, força, trabalho e determinação, contempla o paralítico, aleijado, manco, imobilizado pela sua doença e impotente, olha os seus críticos ao redor o julgando em seus corações de blasfêmias, consegue ler os seus pensamentos hostis o criticando, contudo, Elohim confiou plena autoridade e poder ao Rei dos reis que não estava limitado as questões humanas porque Ele é Deus. O paralítico não podia chegar até Cristo sozinho ou alguém o levava ou ele não chegaria aos pés do Filho do Deus Vivo, os seus amigos pensaram e sabiam que só o Todo-Poderoso podia o libertar e curar, eles possuíam essa visão e determinação na alma, a visão deles determinou a atitude, com certeza eles tinham ouvido falar dos milagres que Jesus Cristo tinha realizado. Esses amigos poderiam achar que não teria mais jeito, eles tiveram uma criatividade imensa e inusitada, mudaram o método de chegar até o Mestre quebraram os paradigmas conduzindo-o em um formato totalmente inovador, eles agiram por amor e pela fé. O Pai da Eternidade anuncia a mensagem de Deus, contudo ao olhar para cima naquela casa cheia de gente vê um grupo de homens descendo o amigo pelo telhado, Ele mergulha na intimidade desses homens e percebe o seu esforço, determinação e fé para trazer o paralítico até Ele. Os homens sabiam que o Filho Unigênito poderia operar o milagre na vida do seu amigo, reconheciam que Ele possuía todo poder, moveram diante de se todo obstáculo. Eles não desistiram do projeto, quando se esgotaram todas as possibilidades, tiveram uma fé genuína, somente alguém movido por fé e amor é capaz de levar alguém a resplandecente Estrela da Manhã. O Filho do Deus Vivo nos apresenta provas indiscutíveis da sua divindade, com certeza o paralítico e a multidão presente compreenderam claramente quem era o Cristo e a sua atitude, pois glorificaram a Deus.


Aos pés do Rei de Israel encontramos cura emocional, cura para as feridas, traumas, para vida e corpo, o Messias pode fazer algo duradouro e eterno em nós e através de nós. Essa história nos desafia a sermos e termos bons amigos, a termos uma amizade real e genuína que resista a prova do tempo, a possuirmos amigos que ficará ao nosso lado quando os vestígios de cada fase da vida alcançar o nosso rosto, quando as nossas mãos se enrugarem, quando a força e o vigor da juventude for embora e não tivermos mais nada a oferecer, a olharmos o outro muito além da deficiência, aparência e fragilidade porque o amor não nota as debilidades humanas ou deficiências físicas e mentais, porém foca na pessoa real que é um ser especial do cuidado e preocupação de Deus. A Bíblia nos instrui em Pv 17.17 a amarmos em todo tempo e só assim teremos a oportunidade especial de descobrir o que é o verdadeiro amor.








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