Onde está você?
- Alessandro Monteiro

- há 1 dia
- 4 min de leitura
Atualizado: há 7 horas
Deus é onisciente e sabe de todas as coisas. Nada acontece fora do alcance do seu olhar. Ele sabe exatamente onde estamos neste momento enquanto lemos este texto e até os pensamentos que passam silenciosamente pelo nosso coração. Assim como sabia onde estava Adão logo depois da consumação do pecado e da queda. Mas, em Gênesis 3.9, ele chamou Adão e lhe perguntou: “Onde estás?”
Ele perguntou não para acusar ou condenar, mas para resgatar. Adão precisava entender o quanto estava perdido espiritualmente. A partir dali havia um plano de redenção a executar.
Quem somos? Aqueles que estavam mortos em delitos e pecados (Efésios 2.1) e careciam da glória de Deus (Romanos 3.23). Aqueles que foram amados enquanto ainda eram pecadores (Romanos 5.8). Eleitos segundo a graça (Efésios 1.4), redimidos pelo sangue de Cristo (Efésios 1.7), perdoados (Colossenses 2.13), reconciliados com Deus (Romanos 5.10), justificados pela fé (Romanos 5.1) e salvos pela graça (Efésios 2.8). Fomos regenerados pelo Espírito Santo (Tito 3.5) e nascidos de novo (João 3.3). Assim, nos tornamos filhos de Deus (João 1.12), novas criaturas (2 Coríntios 5.17), templos do Espírito Santo (1 Coríntios 3.16), luz no Senhor (Efésios 5.8), amigos de Cristo (João 15.15), chamados para a liberdade (Gálatas 5.1) e herdeiros de Deus (Romanos 8.17). Estamos sendo santificados (1 Tessalonicenses 4.3) e guardados pelo poder de Deus (1 Pedro 1.5), certos de que aquele que começou a boa obra há de completá-la até o dia de Cristo Jesus (Filipenses 1.6). E, ao final, seremos glorificados (Romanos 8.30) e a Ele seremos semelhantes (1 João 3.2).
É possível ter uma única e verdadeira identidade, mas, na cruz, foi consumado o plano eterno da Salvação, a nossa dívida de pecados e não a nossa perfeição. Erramos e pecamos, pois, muitas vezes, sabemos o bem que devemos fazer e não o fazemos (Tiago 4.17). Pois a carne luta contra o Espírito, para que não façamos continuamente a vontade de Deus (Gálatas 5.17). Somos filhos aprendendo a viver como filhos, a qualquer tempo e em qualquer idade.
Podemos, então, continuar a crescer na direção daquilo que a palavra de Deus chama de crentes maduros, permanecendo firmes nas provações, controlando a língua, ouvindo mais do que falando, amando na prática e cuidando dos necessitados, demonstrando fé por meio de atitudes, não fazendo acepção de pessoas, buscando a sabedoria do alto, vivendo com humildade, evitando conflitos motivados por orgulho e egoísmo, dominando os nossos desejos, odiando apenas os nossos próprios pecados e sendo pacientes e perseverantes até o fim.
Ele nos chama todos os dias à reflexão, ao despertar diante deste mundo de sujeira e perdição; para revelar o que está em nosso coração; para corrigir nossas opiniões e definições moldadas pelo mundo e por aquilo que ele nos oferece; para quebrar o nosso orgulho e egoísmo; para expor nossas incoerências e paixões; para nos fazer deixar de acreditar que somos sempre bons; para despertar a nossa fé; para provocar uma decisão; e para nos conduzir à responsabilidade e à maturidade, restaurando em nós a imagem de Cristo e formando um coração que viva para a glória de Deus.
As suas perguntas eliminam falsas certezas e nos conduzem à libertação e transformação. Uma nova história há de vir por meio daquilo que somente ele pode confrontar e perguntar.
Como perguntou:
À Sara: “Por que se riu Sara?” (Gênesis 18.13)
A Moisés: “Que é isso que tens na mão?” (Êxodo 4.2)
À mulher samaritana: “Onde está o teu marido?” (João 4.16)
A Jonas: “É razoável essa tua ira?” (Jonas 4.4)
A Simão, filho de João: “Amas-me?” (João 21.15)
À Maria Madalena: “Mulher, por que choras?” (João 20.15)
Ao paralítico: “Queres ser curado?” (João 5.6)
A Jó: “Onde estavas tu quando eu lançava os fundamentos da terra?” (Jó 38.4)
A Caim: “Onde está Abel, teu irmão?” (Gênesis 4.9)
À Eva: “Que é isso que fizeste?” (Gênesis 3.13)
A Elias: “Que fazes aqui?” (1 Reis 19.9)
Aos discípulos: “Quem dizeis que eu sou?” (Mateus 16.15)
A Bartimeu: “Que queres que eu te faça?” (Marcos 10.51)
À Marta: “Crês isto?” (João 11.26)
A Paulo: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (Atos 9.4)
A Isaías: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” (Isaías 6.8)
A Gideão: Porventura, não te enviei eu? (Juízes 6.14)
A Adão: “Onde estás?” (Gênesis 3.9)
A todos nós: Que saístes a ver no mundo?
E continua perguntando: Onde estás? Onde estás? Onde estás? Quem dizes que eu sou? Amas-me? Crês? O que estás buscando?
Por sua graça podemos repensar sobre a nossa incredulidade, por nossa sede pelo Salvador e sua salvação e sobre a nossa ira sem explicação. Por sua graça nosso amor é testado e a nossa fé é desafiada. Por sua graça podemos receber a verdadeira identidade. Por sua graça podemos ser restaurados e enviados para participar daquilo que Ele tem prazer de fazer no mundo.
Hoje, quando ele pergunta não é para acusar e muito menos para condenar: Onde está você, “Gideão”? Onde está você, “Auxiliar”?
Deus abençoe.
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