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Bodas de Ouro - 50 anos aprendendo a crescer no amor

O tempo é um mestre curioso. Às vezes caminha devagar, outras corre como se estivesse atrasado para algum encontro inevitável. No dia 1º de janeiro de 1975, quando eu e Agnes iniciamos um namoro aos 22 anos de idade, não imaginávamos que o tempo, tão silencioso quanto implacável, seria também nosso maior professor. Poucos meses depois, em 21 de abril, veio o noivado. E antes que aquele mesmo ano tivesse a chance de se despedir, no dia 27 de dezembro de 1975 - um sábado como hoje, estávamos diante de Deus, das famílias e da vida, pronunciando um “sim” que ecoaria por cinco décadas.


Tudo aconteceu rápido demais para quem ainda aprendia a ser adulto. Casamos aos 23 anos, com sonhos grandes e certezas pequenas. Mas o amor, como se aprende com o passar do tempo, não pede licença ao calendário. Ele simplesmente acontece - e cobra coragem. Desde o início, Agnes, com sua doçura firme e sua persistência silenciosa, me ensinou que amar não é apenas sentir, mas escolher. Escolher todos os dias, com ousadia, permanecer.


Naquele 27 de dezembro, nossas famílias se encontraram. Gente que veio de longe, gente que jamais voltaria a se reunir daquela forma. Um encontro quase irrepetível, único, onde algo maior do que todos nós começou a existir: uma família ainda sem rosto, sem história, mas carregada de planos e esperança.


Eu sempre pedi a Deus uma filha. Queria uma menina. Deus, generoso como é, sorriu diante do meu pedido e me concedeu logo três. Agnes, que sonhava preferencialmente com um menino, recebeu três genros que se tornaram filhos. No fim, Deus nos deu mais do que pedimos. Vieram Luciana, em 1976, acompanhada de Benjamin; Talita, em 1982, acompanhada de Daniel; e Letícia, em 1991, acompanhada de Eduardo. Os genros completaram as vidas das nossas filhas - e as nossas.


Cada filha nos ensinou lições que não cabem em livros: crescer dói; amar exige renúncia; educar é também permitir-se ser educado. Crescemos com elas. Ao longo do caminho, eu e Agnes nos tornamos mais pacientes, mais humanos, mais conscientes de quem éramos e de quem ainda precisávamos ser. Os filhos - herança do Senhor, como ensina a Escritura - ampliaram nossos horizontes e multiplicaram nosso amor.


No desenho inicial da família, sonhávamos com seis netos. Quatorze pessoas numa fotografia imaginada, aguardada, quase ensaiada pela esperança. Mas a vida, em sua delicada soberania, governada apenas por Deus, raramente segue nossos esboços. Dos netos sonhados, veio apenas uma. Sim, mais uma menina. Melissa chegou como presente de Deus, através de Luciana e Benjamin. Aos poucos, eu e Agnes nos acostumamos com a ideia de que aquela fotografia teria apenas nove pessoas.


Até que, neste Natal de 2025, dois dias antes de celebrarmos as Bodas de Ouro, a vida voltou a surpreender. Nossa neta, agora com 23 anos - a mesma idade que tínhamos quando nos casamos - anunciou, ao lado de Victor, seu noivo, o casamento marcado para agosto de 2026. Como presente de Natal, recebemos também a promessa do nosso segundo neto agregado: Victor.


E assim, neste momento em que celebramos as Bodas de Ouro, renovamos as expectativas. Incumbimos Melissa e Victor da missão de completar a antiga fotografia, presenteando-nos, quem sabe, com quatro bisnetos. Afinal, a esperança nunca se aposenta. E nós, resilientes e otimistas, seguimos acreditando.


Cinco décadas de casamento não se constroem sem marcas. Muitas personagens enriqueceram nossa história. Nossas mães, Benedita e Luciana, foram pilares firmes. Irmãos, irmãs, tios, tias, cunhados, primos, sobrinhos. Amigos. Irmãos em Cristo. Uma multidão que, de diferentes formas, deixou sinais - alguns suaves, outros profundos - todos necessários. Há material suficiente para incontáveis crônicas de alegria e dor, poemas de lutas e vitórias.


Mas acima de tudo, há uma verdade que precisa ser afirmada hoje, com gratidão e reverência: foi a graça de Deus que nos sustentou, em Cristo Jesus, nosso Senhor. Foi Ele quem guardou nosso amor, quem nos deu força para permanecer, quem nos conduziu pela batalha da vida. É o Senhor da vida quem nos traz até aqui, aos 73 anos, com saúde, consciência, memória e alegria, para celebrar 50 anos de casamento.


Hoje celebramos Bodas de Ouro. Mas o ouro mais precioso não está no tempo que passou - está nas vidas que geramos e nas que se agregaram ao nosso caminho. Muito obrigado a todos que fazem parte desta história.


E a você, minha querida Agnes, uma palavra final e essencial: obrigado por esses 50 anos ao meu lado. Você é o meu maior presente. Meu amor por você continua vivo - e crescendo. Sim, o tempo, às vezes, parece apressado. Tudo passou depressa demais.


Carlos Alberto Moraes

Crônica escrita no dia 27 de dezembro de 2025 na comemoração dos 50 anos do meu casamento com Agnes.

2 comentários


Luiz Nunes
29 de dez. de 2025

Parabéns Pastor Carlos Moraes e senhora Agnes. Que DEUS continue abençoando suas vidas e sua linda família.

Obrigado por nos levar para dentro de sua história. Me recordei da saudosa senhora Luciana e da noite que em sua casa jantei…

É, como diria o locutor de rádio, “o tempo passa!”

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Convidado:
28 de dez. de 2025

Olá meu amigo pastor Carlos morais e esposa,meus parabéns por essa data memorável, que Deus conceda muitos anos de vida conjugal para o a bencoado casal.

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